Desembargador diz que número em crescimento de magistrados afastados serve de acalento de limpeza dos quadros
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), diz que alto número magistrados afastados do cargo significa que o Judiciário está “depurando” os desvios de conduta.
“É assustador, [mas ao mesmo tempo] é até acalentador, porque está se mostrando para a sociedade que o Judiciário está depurando os maus juízes de seus quadros. Existe investigação que recai sobre eles e se necessário, se comprovada a culpabilidade, eles devem ser afastados [em definitivo]”, afirmou.
Ao menos 10 magistrados, entre juízes e desembargadores, estão atualmente longe de suas funções trabalhistas por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou do próprio TJMT. Todos são suspeitos de desvio de conduta.
Boa parte desses magistrados respondem a processo disciplinar com origem em denúncia ou investigação criminal. São acusados de usarem o posto de juízes ou desembargadores para proveito próprio, direta ou indiretamente, inclusive com manipulação de sentenças.
Os casos mais emblemáticos são dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, que são suspeitos de participar de um esquema de venda de sentenças, executado pelo lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.
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