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Colheita da soja avança para 85% no RS, mas chuvas causam interrupções e perdas pontuais – MAIS SOJA


A cultura está em fase final de colheita, alcançando 85%. Houve celeridade nas operações nos últimos dias de abril, favorecida pelas janelas de tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, o que ampliou a capacidade operacional diária, inclusive com extensão das jornadas. A partir de 01/05, a ocorrência de chuvas provocou interrupções temporárias nos trabalhos, com posterior retomada em áreas de melhor drenagem.

No Sudoeste do Estado, onde os volumes precipitados alcançaram até 300 mm, registraram-se alagamentos pontuais, acamamento de plantas e processos erosivos, especialmente em lavouras com baixa cobertura e maior vulnerabilidade estrutural localizadas em terras baixas e proximidades de cursos d’água.

Restam por colher parcelas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em maturação (14%) ou final de enchimento de grãos (1%). As produtividades médias regionais se situam em patamar moderado, e a variabilidade produtiva ainda é uma característica marcante da safra como reflexo da distribuição irregular de chuvas ao longo do ciclo, de períodos de estiagem em fases críticas e, posteriormente, de boas precipitações, que favoreceram o enchimento de grãos em lavouras tardias.

Esse comportamento resultou em amplitudes expressivas de rendimento tanto entre regiões quanto entre lavouras próximas. Em termos operacionais, observam-se impactos logísticos decorrentes da colheita sob condições de maior umidade, o que afetou a qualidade de grãos e o fluxo de recebimento.

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A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare. Emater/RS-Ascar. Gerência de Planejamento. Núcleo de Informações e Análises. *Média safras 2021-2025.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas no início de maio causaram transtornos em lavouras de Rosário do Sul, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Alegrete, como alagamentos, acamamento e erosão hídrica em áreas mais vulneráveis. A colheita apresenta avanços diferenciados, alcançando cerca de 90% em Manoel Viana e Itacurubi, enquanto em São Gabriel atinge 60% dos 125.000 hectares. Na Campanha, em Dom Pedrito, o progresso chega a 57% dos 165.000 hectares cultivados.

Observa-se elevada variabilidade de produtividade, entre 1.200 e 4.800 kg/ha, sendo os maiores rendimentos concentrados em áreas de várzea. Há relatos pontuais de grãos avariados em função da umidade no momento da colheita. Na de Caxias do Sul, a colheita foi interrompida pelas chuvas intensas, que impossibilitaram a retomada imediata das atividades. A produtividade média regional está estimada em cerca de 3.000 kg/ha, ficando abaixo das expectativas iniciais.

Na de Erechim, a colheita atinge 97% da área, e restam 3% em maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.690 kg/ha. Entretanto, há heterogeneidade entre os municípios de Getúlio Vargas, São Valentim e Campinas do Sul, onde os rendimentos variam de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de ciclo intermediário apresentaram melhor desempenho produtivo.

Na de Frederico Westphalen, 98% foram colhidos, e 2% estão em maturação. A produtividade média estimada está próxima de 3.000 kg/ha, consolidando um desempenho
intermediário na safra e boa uniformidade na fase final. Na de Ijuí, a colheita atinge 94% da área cultivada. Restam áreas de safrinha, implantadas em sucessão ao milho, que se encontra em enchimento de grãos e maturação. Os cultivos implantados em início de janeiro apresentam potencial entre 3.000 e 3.600 kg/ha, ao passo que os de final de janeiro registram redução, variando de 1.800 a 2.100 kg/ha, em função de condições térmicas menos favoráveis durante o período reprodutivo.

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Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída, atingindo 99% da área. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre talhões como resultado de diferenças locais de manejo e condições climáticas.

Na de Pelotas, 58% da área cultivada foi colhida. As chuvas em início de maio interromperam as operações. As áreas remanescentes se encontram majoritariamente em maturação (41%) e pequena fração em enchimento de grãos (1%). A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita supera 85%, mas houve interrupções pontuais devido às chuvas, sendo retomada em áreas menos afetadas. A produtividade média está estimada em aproximadamente 2.900 kg/ha, inferior à previsão inicial de 3.059 kg/ha. As precipitações em abril contribuíram para o enchimento de grãos em lavouras tardias, atenuando parcialmente os efeitos de restrições hídricas anteriores.

Na de Santa Rosa, a colheita dos plantios do cedo ou intermediários está concluída (86%), e restam áreas de safrinha em diferentes estádios fenológicos: 4% em enchimento de grãos e 9% maduros. A produtividade apresenta elevada variabilidade, com registros entre 2.100 e 4.200 kg/ha, refletindo a irregularidade no suprimento hídrico das lavouras.

Na de Soledade, a colheita atinge 96% da área; o restante corresponde a cultivos tardios e de ciclo longo. No Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, ainda há pequenas áreas por colher. No Baixo Vale do Rio Pardo, em Encruzilhada do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo, os índices alcançam 90%. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.950 kg/ha, mas há relatos de cultivos atingindo cerca de 3.600 kg/ha.

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Em Campos Borges, Alto Alegre e Espumoso, as médias estão em 3.000 kg/ha, mas as perdas por déficit hídrico causaram redução de até 30% nos rendimentos de parte das lavouras, que chegaram a cerca de 2.100 kg/ha. As chuvas do período causaram interrupções e dificuldades operacionais, especialmente em áreas planas e mal drenadas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 115,25 para R$ 115,92, aumentando 0,58% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


agro.mt

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