O mercado físico do boi gordo voltou a registrar tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (29), refletindo a posição mais confortável das escalas de abate por parte dos frigoríficos. O movimento indica uma pressão mais recorrente sobre os preços, em linha com o comportamento sazonal do período.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a menor capacidade de retenção dos animais no campo, causada pela perda de qualidade das pastagens, segue como um dos principais fatores de pressão. Essa condição é mais evidente em estados como Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso e regiões do Norte ainda apresentam pastagens mais vigorosas.
Outro ponto que permanece no radar é a progressão da cota chinesa, com expectativa de esgotamento em meados de junho, o que também influencia as estratégias do mercado.
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo do dia. O ambiente de negócios ainda indica menor espaço para reajustes no restante do mês, refletindo o consumo mais fraco típico da segunda quinzena. Além disso, a carne bovina segue com menor competitividade frente a proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
Os cortes seguem nos mesmos patamares, com o quarto dianteiro cotado a R$ 23,50 por quilo, o quarto traseiro a R$ 28,50 e a ponta de agulha a R$ 21,50 por quilo.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,39%, negociado a R$ 5,0014 para venda e R$ 4,9994 para compra, oscilando entre R$ 4,9793 e R$ 5,0138 ao longo da sessão.
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