A JCB tem suas origens no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial. Fundada em 1945 no Reino Unido, a empresa nasceu da criatividade e da escassez: seu primeiro equipamento foi um reboque construído com peças reaproveitadas de destroços de guerra. Da necessidade, surgiu a inovação — e em 1953 a JCB apresentou ao mundo a primeira retroescavadeira já fabricada, equipamento que se tornaria sinônimo da própria marca décadas depois. Hoje, com 22 fábricas espalhadas pelo mundo e mais de 25 anos de operação no Brasil, a multinacional britânica carrega essa trajetória de reinvenção como parte de sua identidade — e é com esse mesmo espírito que chega à Agrishow 2026 anunciando sua meta mais ambiciosa até o momento: dobrar de tamanho no país até 2030.
Em 2024, a JCB anunciou um investimento de R$ 500 milhões para o ciclo que vai até 2030. Do total, R$ 360 milhões estão destinados à modernização da planta de Sorocaba (SP), responsável pelo abastecimento de toda a América Latina. O plano prevê ainda a geração de 1.000 novos empregos, sendo 300 diretos e 700 indiretos.
Os resultados do primeiro bimestre de 2026 sustentam o otimismo. Segundo Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina, a empresa registrou crescimento de 13,8% no total de suas linhas de produtos em relação ao mesmo período de 2025. No segmento de escavadeiras, o avanço foi de 41,2%, superando a média do mercado, que ficou em 27,8%.
“Nosso plano de dobrar de tamanho até 2030 está ancorado em uma estratégia de lançamentos constantes e na expansão da nossa capacidade produtiva”, afirmou Merigli durante a coletiva de imprensa na feira.
A trajetória histórica da empresa ajuda a contextualizar essa ambição. Criada no pós-guerra, a JCB construiu seu primeiro equipamento a partir de destroços de guerra. Em 1953, inventou a primeira retroescavadeira do mundo. Mais recentemente, em 2025, introduziu no mercado europeu um motor a combustão movido a hidrogênio — tecnologia que, por ora, ainda não tem viabilidade no Brasil pela falta de infraestrutura de distribuição do combustível.
O setor agropecuário representa entre 15% e 20% dos negócios globais e nacionais da JCB. Para Rafael Cardoso, diretor comercial do agronegócio da JCB para a América Latina, esse não é apenas mais um segmento — é parte da origem da empresa, que nasceu na área agrícola há mais de 80 anos.
No primeiro bimestre de 2026, as vendas de escavadeiras para o agronegócio cresceram 200%, triplicando o volume em relação ao ano anterior. Esse dado se alinha a uma tendência mais ampla observada nos últimos anos: o uso de escavadeiras no campo cresceu quatro vezes nos últimos nove anos, impulsionado por serviços de drenagem, abertura de canais e construção de reservatórios.
A Pá Carregadeira 437ZX AGRI, consolidada em 2025, é destacada pela empresa como uma solução de alta performance para movimentação de carga pesada no campo. Outro produto em evidência é a linha de manipuladores telescópicos Loadall, segmento no qual a JCB detém 80% de market share no Brasil.
Cardoso ressalta a aplicação prática do Loadall na rotina da fazenda: o equipamento pode reduzir entre 40% e 50% o tempo de movimentação de cargas na lavoura em comparação com outras máquinas na mesma aplicação. O uso vai desde o manejo de big bags até a alimentação de colheitadeiras. No primeiro bimestre de 2026, as vendas da linha Loadall cresceram 69,4%.
“O manipulador telescópico está deixando de ser opcional para se tornar uma decisão econômica na fazenda”, afirmou Cardoso.
A rede de distribuição da JCB no Brasil conta com 13 grupos de distribuidores e 66 pontos de venda espalhados pelo território nacional.
Para sustentar o crescimento da frota, especialmente no agronegócio, a JCB anunciou um investimento de R$ 35 milhões realizado em 2025 para ampliar em mais de 70% o estoque de peças de reposição. Hoje, o Centro de Distribuição (CD), localizado em Jundiaí (SP), com 4,5 mil m² de estrutura, conta com mais de 40 mil itens estocados — todos peças genuínas.
A expansão logística tem data marcada. A partir de julho de 2026, a JCB passará a operar em novas instalações em Louveira (SP), com capacidade 50% superior à atual.
“A manutenção de um ótimo nível de estoque é uma atividade permanente para nós. As novas instalações asseguram a expansão esperada do nosso negócio e ampla disponibilidade de itens”, explicou Felipe Battistella, diretor de pós-venda da JCB.
No campo da conectividade, o sistema de telemetria JCB LiveLink monitora atualmente 17 mil máquinas no Brasil, permitindo diagnósticos em tempo real e ações preventivas. Globalmente, o centro de disponibilidade da JCB monitora mais de 570 mil máquinas. Para a América Latina, o Latam Uptime Centre complementa esse trabalho com suporte remoto a toda a frota da região, com o objetivo de maximizar a disponibilidade dos equipamentos e reduzir paradas não programadas.
Para o atendimento técnico em campo, a JCB conta com os JTC – JCB Technical Champions, especialistas que atuam como elo entre a fábrica e os distribuidores, com foco em manutenção preventiva e diagnósticos precisos.
Plano de Manutenção Nacional
Um dos destaques comerciais da JCB na Agrishow é o Plano de Manutenção Nacional. Desenhado para clientes que transitam com suas máquinas entre diferentes regiões — cenário comum no agronegócio brasileiro —, o plano oferece cobertura para lubrificantes, filtros, mão de obra e deslocamento técnico em qualquer distribuidor autorizado da rede.
O serviço é contratado mediante mensalidade fixa paga diretamente à fábrica. Nas anotações da coletiva, o custo citado foi de 15 parcelas de R$ 999,90 para cobrir 2.000 horas de trabalho.
Na comunicação, a novidade é a parceria com Cafu, capitão da seleção brasileira campeã em 2002. A campanha, com o mote “A maior invenção inglesa depois do futebol”, foi lançada em 27 de abril e está sendo veiculada em grandes portais e canais de TV.
“Cafu simboliza valores que são o DNA da JCB: liderança, alto desempenho, resiliência e credibilidade”, destacou Carlos França, diretor de vendas e marketing da JCB.
Para quem fechar negócio durante a Agrishow, a empresa preparou pacotes de incentivo:
No financiamento, o JCB Finance, em parceria com o Bradesco Financiamentos, oferece redução de 50% no valor das primeiras 12 parcelas para quem adquirir cotas convencionais, com taxas a partir de 0% ao ano e entrada reduzida a partir de 10%.
O consórcio, operado em parceria com a Rodobens, também está em evidência. Com faixas de crédito que chegam a R$ 1,5 milhão, a modalidade é apresentada como alternativa diante do cenário de juros elevados. O Plano Pontual — modalidade híbrida do consórcio — permite que o cliente solicite a carta de crédito já na sexta parcela, garantindo previsibilidade na aquisição do equipamento.
A JCB reafirma uma posição construída ao longo de mais de duas décadas no Brasil: a de fornecedora de equipamentos e suporte técnico para um setor que exige cada vez mais eficiência operacional.
Com investimentos em logística, telemetria, formação técnica e condições comerciais adaptadas à realidade do produtor rural, a empresa dá passos concretos em direção à meta de dobrar de tamanho até 2030 — e o agronegócio segue como um dos pilares centrais dessa trajetória.
Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de Imprensa JCB
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