A divisão Agricultural Solutions da BASF registrou vendas de 2,210 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, avanço de 0,6% sobre igual período de 2025. O EBITDA antes de itens especiais alcançou 448 milhões de euros, alta de 7,5%. O fluxo de caixa do segmento somou 881 milhões de euros, crescimento de 8,5%. Os números mostram recuperação da rentabilidade no trimestre, apesar dos efeitos cambiais e da redução de preços observados no acumulado do ano.
No primeiro semestre, a área agrícola faturou 5,315 bilhões de euros. O valor ficou 1,6% abaixo dos 5,401 bilhões de euros registrados um ano antes. O EBITDA antes de itens especiais atingiu 1,550 bilhão de euros, recuo de 4,4%. A margem correspondente chegou a 29%, ante 30% no primeiro semestre de 2025.
O desempenho comercial recebeu apoio do aumento de volumes em todas as regiões. A BASF destacou avanços em fungicidas, herbicidas e tratamento de sementes. O volume total cresceu 3,2% no semestre. Os preços recuaram 1,3%. As variações cambiais reduziram as vendas em 3,6%. Os efeitos de portfólio acrescentaram 0,1%.
Os herbicidas responderam por 32% das vendas da divisão no período. Os fungicidas representaram 30%. Sementes e características genéticas (traits) concentraram 23%. Inseticidas participaram com 10%. O tratamento de sementes respondeu pelos 5% restantes.
A próxima etapa estratégica para o segmento agrícola envolve alcançar condições para uma oferta pública inicial de ações até meados de 2027. Segundo a administração, o processo segue dentro do cronograma previsto.
A aquisição da AgBiTech também produziu efeito positivo no portfólio. A BASF concluiu a operação em março de 2026. A empresa adquirida atua com soluções biológicas para controle de insetos. O impacto sobre as vendas consolidadas permaneceu pequeno no período.
No grupo BASF, as vendas do segundo trimestre somaram 17,206 bilhões de euros, aumento de 16,4%. O EBITDA antes de itens especiais cresceu 53,6% e alcançou 2,449 bilhões de euros. A margem passou de 10,8% para 14,2%. O resultado recebeu suporte de preços maiores, crescimento dos volumes e redução dos custos fixos desembolsáveis.
O grupo elevou a projeção de EBITDA antes de itens especiais para 2026. A nova faixa varia entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros. A estimativa anterior apontava intervalo entre 6,2 bilhões e 7 bilhões de euros. A previsão de fluxo de caixa livre permaneceu entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros.
A BASF atribuiu a revisão ao desempenho acima do esperado no primeiro semestre. A empresa também manteve uma diferença de 800 milhões de euros entre os limites da projeção. A decisão considera as incertezas geopolíticas mencionadas pela administração durante a apresentação dos resultados.
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