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IMEA: Custos do milho 26/27 sobem em MT com alta de insumos e piora na relação de troca – MAIS SOJA


O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola apresentou retração de 1,43% entre as estimativas, mas ainda se mantém 21,69% acima do consolidado de 2024. Esse movimento reflete, em grande parte, os ajustes observados nas projeções para o milho no estado. Na 6ª estimativa, o Imea projetou o VBP do milho da safra 24/25 em Mato Grosso em R$ 39,16 bilhões, queda de 5,25% em relação à 5ª estimativa, puxada pela retração de 5,25% no preço do cereal, cotado a R$ 42,39/sc. Já para a safra 25/26, na 2ª projeção do Instituto, o VBP foi estimado em R$ 38,69 bilhões, redução de 1,11% frente à estimativa anterior e 1,19% abaixo do observado na safra passada.

A redução está associada às incertezas quanto ao rendimento das lavouras, logo há expectativa de menor produção no ciclo atual, estimada em 51,72 mi de t, volume 6,70% menor ante a safra anterior. Ainda assim, a alta anual de 5,90% no preço do milho, a R$ 44,89/sc, contribui para amenizar os efeitos da menor produção sobre o VBP.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: o avanço do Prêmio de Santos está ligado à maior demanda pelo escoamento, gargalos logísticos e elevação dos custos operacionais, fatores que pressionam as tarifas e encarecem a exportação.
  • BAIXA: a queda de 3,87% na B3 está associada, principalmente, à valorização do real frente ao dólar e à menor competitividade do milho brasileiro no mercado externo, que pressionaram os contratos.
  • RETRAÇÃO: na última semana, o valor médio de compra do dólar Ptax recuou 2,13%, encerrando o período em R$ 4,99/US$.
O projeto CPA-MT (Senar-MT/Imea) estimou o custeio do milho da safra 26/27 referente a mar/26 em R$ 3.686,80/ha, alta mensal de 3,38%.

A elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes/corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59/ha e R$ 895,70/ha, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos. Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 26/27 em mar/26, de R$ 43,48/sc, a relação de troca (R.T.) indica a necessidade de 99,06 sc/ha de milho por 1 tonelada de ureia, 125,37 sc/ha para MAP e 81,85 sc/ha para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, nesta ordem.

Como reflexo desse cenário, o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em MT, até mar/26, estão abaixo do observado no ano passado. Por fim, a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras, como forma de mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.

Fonte: Imea

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