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IMEA: Custos da soja 26/27 disparam em MT com alta do diesel e fertilizantes – MAIS SOJA


De acordo com a Conab, a estimativa da oferta de soja brasileira para a safra 25/26 é de 189,63 mi de t, alta de 5,54% em relação à safra passada. O avanço está associado à expectativa de produção recorde, projetada em 179,15 mi de t, reflexo do bom rendimento nas principais regiões produtoras, especialmente em MT.

No entanto, o esmagamento de soja apresentou redução (-0,34 mi de t), estimada em 60,52 mi de t, em função do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel de 15% para 16%, anteriormente esperada para o 1º trim do ano. Em contrapartida, as exportações foram revisadas para cima, projetadas em 115,40 mi de t (+1,01 mi de t). Segundo a Companhia, os embarques da oleaginosa devem ganhar intensidade nos próximos meses. Ainda assim, o ritmo efetivo das exportações será determinante para a consolidação do cenário, principalmente diante das incertezas no mercado internacional.

Por fim, os estoques finais da safra 25/26 foram projetados em 9,96 mi de t, alta de 4,43% ante o relatório de mar/26.

Confira os principais destaques do boletim:
  • REDUÇÃO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso recuou 1,50% frente a semana passada, e encerrou o período na média de R$101,70/sc.
  • ALTA: com elevada demanda externa por farelo de soja, o valor negociado do proteico em MT subiu 2,16% no comparativo semanal.
  • MAIOR: apesar da queda nas cotações de soja em MT, o recuo semanal no preço do dólar alongou o diferencial de base MT- CME em 5,81% ante a semana passada.
Conflito no Estreito de Ormuz eleva preço dos insumos, aumento do custo de produção da safra 26/27 em MT.

O custeio para o ciclo 2026/27 da oleaginosa foi estimado em R$ 4.435,40/ha (Projeto CPA-MT em parceria com o Senar-MT), alta mensal de 6,98%. Esse avanço está atrelado, principalmente, às tensões no Oriente Médio, que impactaram as cotações de insumos como o petróleo e, consequentemente, elevaram os preços do diesel. Com isso, o diesel nas bombas em MT passou de R$ 6,35/l em fev/26 para R$ 7,21/l na média de mar/26, alta de R$ 0,86/l (ANP), aumentando, assim, os custos com operações mecanizadas.

Além disso, o conflito afetou também o mercado de nitrogenados e fosfatados. Como reflexo, os gastos com fertilizantes (que correspondem a 46,71% do custeio total) registraram alta de 10,77% no comparativo mensal, projetado em R$ 2.071,87/ha, sendo este o segundo maior valor já registrado para o período em toda a série histórica. Por fim, o produtor deve se atentar à relação de troca, que segue pressionada diante do cenário de elevação nos preços dos insumos.

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Fonte: Imea



agro.mt

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