A fixação biológica de nitrogênio, popularmente conhecida como FBN apresenta um papel reconhecido na nutrição da soja. A simbiose entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Bradyrhizobium é capaz de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades de soja.
Entretanto, a capacidade dessa simbiose em suprir nitrogênio à planta depende tanto da eficiência dos nódulos quanto da quantidade de nódulos efetivamente ativos da FBN. Considerando que a nodulação está diretamente relacionada ao fornecimento de nitrogênio, pode-se afirmar que nódulos mais eficientes e em maior número contribuem para elevar a disponibilidade desse nutriente na planta, resultando em maior atividade fotossintética, maior acúmulo de biomassa e, consequentemente, incremento no rendimento de grãos.
Conforme observado por Brandelero; Peixoto; Ralisch (2009), ainda que possa variar em função das condições edafoclimáticas e cultivares de soja, estima-se que mais de 40% do rendimento de grão se correlacionaram com os componentes da nodulação das cultivares de soja, podendo a nodulação afetar a produtividade final da cultura.
Nesse contexto, a presença de um número adequado de nódulos sadios e eficientes é determinante para a obtenção de altas produtividades na soja. De acordo com recomendações de manejo da cultura, para que a FBN supra de forma efetiva a demanda de nitrogênio, são necessários aproximadamente 15 a 30 nódulos por planta, ou entre 100 e 200 mg de massa seca de nódulos, no período de florescimento (Hungria; Campo; Mendes, 2001).
Corroborando a influência do número de nódulos na produtividade da soja, Fipke (2015) observou uma relação positiva do número de nódulos da FBN com a produtividade da soja, indicando que, para as condições do presente estudo, cada nódulo (planta-1 ha-1) é foi responsável pelo incremento de 14,37 kg de grãos ha-1.
Embora essa relação possa variar em função da cultivar, do ambiente e das condições climáticas, é evidente que a nodulação da soja está associada à produtividade da cultura. No entanto, ainda são necessários estudos mais aprofundados para compreender a magnitude e a dinâmica dessa relação, especialmente no que se refere ao número ideal de nódulos capazes de sustentar altos níveis produtivos. Esse conhecimento é fundamental para o estabelecimento de faixas ótimas de nodulação, considerando o potencial e as exigências das cultivares modernas.
Confira o estudo completo desenvolvido por Fipke (2015) clicando aqui!
BRANDELERO, E. M.; PEIXOTO, C. P.; RALISCH, R. NODULAÇÃO DE CULTURAS DE SOJA E SEUS EFEITOS NO RENDIMENTO DE GRÃOS. Semina: Ciências Agrária, 2009. Disponível em: < https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/3559/2873 >, acesso em: 08/04/2026.
FIPKE, G. M. CO-INOCULAÇÃO E PRÉ-INOCULAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA. Universidade Federal de Santa Maria, Dissertação de Mestrado, 2015. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/5150/FIPKE%2C%20GLAUBER%20MONCON.pdf?sequence=1 >, acesso em: 08/04/2026.
HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DO NITROGÊNIO NA CULTURA DA SOJA. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 35; Embrapa Cerrados, Circular Técnica, n. 13, 2001. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/18515/1/circTec35.pdf >, acesso em: 08/04/2026.
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