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Dólar em queda pressiona soja no Brasil e mantém mercado travado


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja deve enfrentar pressão nos preços diante da queda do dólar frente ao real, movimento intensificado após o acordo de trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Na Bolsa de Chicago, os contratos operam com volatilidade e variações limitadas, o que contribui para um cenário de negócios mais lentos no Brasil.

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Na terça-feira (7), o mercado doméstico teve pouca movimentação, com preços entre estabilidade e leves altas, sem mudanças relevantes.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente segue sem um direcionamento claro. De acordo com ele, a combinação de leves altas em Chicago e um dólar instável, em meio à decisão de juros no Brasil, não foi suficiente para alterar o comportamento do mercado.

Os negócios continuam restritos, especialmente nos portos, onde o volume negociado segue baixo. No mercado interno, a indústria demonstrou maior presença, mas os produtores mantêm postura cautelosa e pedem preços mais elevados, o que limita o avanço das negociações.

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O cenário é de operações pontuais ao longo do dia, com fluxo reduzido.

No mercado físico, os preços apresentaram pequenas altas em algumas regiões. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), houve elevação de R$ 117,00 para R$ 118,00.

Em Rondonópolis (MT), as cotações passaram de R$ 106,00 para R$ 107,00. Já em Dourados (MS), os preços permaneceram em R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 107,00 para R$ 109,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) registrou alta de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 128,00 para R$ 129,00.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago opera com leve queda de 0,08% no contrato maio, cotado a US$ 11,57 por bushel. O mercado oscila entre altas e baixas, influenciado por fatores opostos.

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De um lado, a forte queda do petróleo pressiona os preços. De outro, a desvalorização do dólar frente a outras moedas dá suporte às cotações. No câmbio, o dólar comercial recua, cotado abaixo do R$ 5,10

Entre os indicadores financeiros, as bolsas europeias operam em alta, com ganhos. Na Ásia, os mercados também fecharam positivos, com alta de 2,7% em Xangai e 5,3% no Japão.

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agro.mt

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