A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, segundo o 6º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmada, a colheita representará crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior e marcará novo recorde na série histórica da estatal.
O avanço ocorre mesmo com desafios climáticos em parte das regiões produtoras. A área plantada deve crescer 1,7%, alcançando 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional está projetada em 4.250 quilos por hectare.
A colheita da soja avança pelo país e já alcança 50,6% da área semeada. Fevereiro foi considerado um mês desafiador para os produtores, com excesso de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, especialmente em Goiás e Minas Gerais, além de irregularidade climática no Rio Grande do Sul.
No início de março, o excesso de precipitações também passou a prejudicar os trabalhos de campo nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar das dificuldades, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento da cultura. A estimativa da Conab é de produção recorde de 177,8 milhões de toneladas.
As chuvas que atrasaram a colheita da soja também impactaram o plantio do milho segunda safra, que ocorre logo após a retirada da oleaginosa. Em alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já há indicação de redução na área destinada ao cereal.
A segunda safra de milho deve ocupar 17,7 milhões de hectares, com produção estimada em 108,4 milhões de toneladas.
Já o milho de primeira safra apresenta crescimento de área e produção, com cultivo estimado em 4,1 milhões de hectares e colheita projetada em 27,4 milhões de toneladas.
Somando as três safras cultivadas ao longo da temporada, a produção total de milho no país pode chegar a 138,3 milhões de toneladas.
A colheita do arroz atinge 19,1% da área semeada, percentual acima da média dos últimos cinco anos. Ainda assim, a produção deve cair para 11,2 milhões de toneladas, 12,4% abaixo da safra passada, refletindo a redução da área plantada.
No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, os dias com maior radiação solar favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das lavouras.
Para o feijão, considerando as três safras cultivadas no país, a produção total está estimada em 2,9 milhões de toneladas, queda de 4,7% frente ao ciclo anterior. A primeira safra registra redução de 11,2% na área, totalizando 807,2 mil hectares, com produção projetada em 954 mil toneladas.
Mesmo com a retração, o volume previsto é considerado suficiente para garantir o abastecimento interno.
O plantio do algodão já foi concluído e a maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo.
A área cultivada deve alcançar cerca de 2 milhões de hectares, queda de 3,5% em relação à safra anterior. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas.
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