A volatilidade dos contratos futuros na Chicago Board of Trade impediu mudanças mais consistentes nos preços da soja no mercado físico brasileiro. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve alguns volumes sendo direcionados ao porto, mas o ritmo de negócios segue travado.
No geral, os preços fecharam de forma mista. Os prêmios continuam sem força e o dólar em baixa limitou repasses internos, mesmo com a alta em Chicago. O cenário não trouxe melhores indicações para o mercado doméstico.
O especialista destaca que o sojicultor segue comercializando da ‘mão para a boca’, em um ambiente de fretes elevados e ainda com a questão da soja avariada por excesso de umidade. Isso pode eventualmente gerar um atraso nos embarques, mas até o momento não há registros relevantes nesse sentido.
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na CBOT, atingindo o maior patamar em três meses, diante da expectativa de demanda aquecida por parte da China.
Após um período de incertezas, reflexo das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, o sentimento de que os chineses voltarão a comprar soja nos Estados Unidos foi renovado. A aposta é de maior procura após o feriado do Ano Novo Lunar.
Também há expectativa em torno de um possível encontro entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping nos próximos dias, com a esperança de que um acordo envolvendo operações de soja possa ser fechado.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar, ou 0,76%, a US$ 11,48 1/4 por bushel. A posição maio foi cotada a US$ 11,65 por bushel, com elevação de 9,75 centavos ou 0,84%.
No farelo, a posição março subiu US$ 7,60 ou 2,44%, para US$ 318,30 por tonelada. No óleo, os contratos com o vencimento em março fecharam a 60,26 centavos de dólar, com ganho de 0,23 centavo ou 0,38%.
O dólar comercial fechou a R$ 5,1246 para venda, com baixa de 0,57%. O Dollar Index recuava 0,15%, aos 97,70 pontos. O dólar futuro para março estava cotado a R$ 5.128,000, com queda de 0,66%.
A queda do dólar reflete a melhora do ambiente internacional, com maior apetitite por risco e alta dos principais índices globais de ações.
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