A semana será marcada por chuva persistente no Sudeste, especialmente na faixa leste da região. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam acumulados expressivos nas últimas 48 horas, com quase 250 mm em Juiz de Fora, 160 mm no litoral de São Paulo e volumes próximos de 120 mm em áreas do interior do Mato Grosso do Sul.
A tendência é de mais cinco a sete dias de instabilidade, com possibilidade de temporais, principalmente entre o Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e litoral norte paulista. Em alguns pontos, os acumulados podem variar entre 100 e 150 mm em cinco dias. O solo já apresenta excesso de umidade, elevando o risco de deslizamentos e dificultando os trabalhos no campo.
A melhora mais consistente no tempo é esperada apenas no começo de março, quando a chuva perde força no centro-sul do Sudeste e migra para áreas mais ao norte de Minas Gerais. Esse cenário deve ajudar na recuperação de áreas afetadas e permitir avanço das operações agrícolas.
No estado de Mato Grosso, a colheita de soja mantém ritmo firme mesmo sob pancadas frequentes de chuva, reflexo da elevada capacidade operacional dos produtores. Aproximadamente 70% da área já foi colhida, com qualidade considerada satisfatória na maior parte das regiões.
A previsão indica que, nos próximos dias, a chuva deve se concentrar principalmente na faixa leste do estado, com acumulados entre 50 e 70 mm em cinco dias. No sul mato-grossense, em regiões como Primavera do Leste, a alternância entre precipitações e períodos de tempo firme deve permitir o avanço gradual da colheita e do plantio do milho safrinha, ainda que com interrupções pontuais. A partir da segunda quinzena de março, o cenário tende a se tornar novamente mais úmido.
No Rio Grande do Sul, o quadro é mais delicado. As chuvas recentes foram irregulares e de baixo volume, insuficientes para suprir a demanda das lavouras, muitas em fase de enchimento de grãos. A previsão de 10 a 11 dias de tempo mais firme no início de março deve favorecer a colheita, mas pode intensificar o déficit hídrico nas áreas que ainda necessitam de umidade.
Já no Paraná, cerca de 30% da área foi colhida, enquanto o Tocantins alcança aproximadamente 45%. No Matopiba, as chuvas seguem frequentes, especialmente entre Tocantins, Piauí e Maranhão, o que mantém o ritmo de campo mais lento e dificulta o avanço das máquinas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, parte das regiões produtoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresenta atraso. Minas Gerais, que vinha adiantado, pode perder ritmo nos próximos levantamentos caso a sequência de chuvas persista.
O post Excesso de chuva marca a semana e colheita de soja avança entre atrasos e restrição hídrica apareceu primeiro em Canal Rural.
Foto: Governo Federal A Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês) tende…
Foto: Pixabay A volatilidade dos contratos futuros na Chicago Board of Trade impediu mudanças mais…
Foto: Divulgação/IMA Garantir informações acessíveis, confiáveis e padronizadas sobre as mudas vendidas no comércio ambulante…
O sorgo começa a se consolidar como uma solução rentável e segura para o produtor…
Foto: reprodução/Planeta Campo O desenvolvimento de cultivares de soja com foco em sustentabilidade, produtividade e…
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA A StoneX revisou para cima a estimativa de oferta total…