A previsão do tempo mantém o cenário de contraste nas principais regiões produtoras de soja do país. A restrição hídrica persiste no interior da região Sul e no sul de Mato Grosso do Sul, pressionando especialmente as lavouras em fase de enchimento de grãos.
Por outro lado, a chuva segue atrapalhando os trabalhos em campo em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e boa parte do Matopiba, com acumulados que podem ultrapassar 100 a 150 milímetros nos próximos cinco dias e, em alguns pontos, chegar perto de 200 milímetros em um intervalo de dez dias.
Em Querência, Mato Grosso, apesar da chuva frequente, há indicação de volumes diários entre 10 e 15 milímetros até o fim do mês, o que pode abrir curtas janelas de operação. Ainda assim, a tendência é de retorno de precipitações mais intensas a partir da segunda semana de março, com acumulados superiores a 100 milímetros na segunda quinzena, dificultando o avanço das máquinas.
Na primeira semana de março, o tempo mais firme deve favorecer os trabalhos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e na porção sul de Goiás, além do Triângulo Mineiro. Já no norte de Minas Gerais, Matopiba, Mato Grosso e centro-sul do Pará, os volumes seguem elevados, com acumulados entre 100 e 150 milímetros, mantendo o solo encharcado e limitando a colheita.
Em Cristalina (GO), a melhor janela para operações no campo está prevista entre os dias 5 e 10 de março, quando a chuva perde força. Antes disso, o acumulado pode superar 150 milímetros e inviabilizar atividades. Na segunda semana do mês, há previsão de alívio no Matopiba, mas em Mato Grosso e Rondônia as precipitações continuam, somando mais de 50 milímetros em apenas cinco dias.
Na região Sul, o cenário é inverso: praticamente não há previsão de chuva volumosa nos próximos 10 a 15 dias, o que deve permitir avanço tranquilo das operações. Porém, a ausência prolongada de precipitações mantém o risco para as lavouras sob déficit hídrico.
Há previsão de chuva pontual no início da semana, que pode amenizar temporariamente a situação, mas a tendência é de retorno do tempo quente e seco por cerca de 10 a 12 dias, condição que preocupa principalmente áreas em fase final de desenvolvimento.
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