O início da semana foi marcado por poucos movimentos no mercado físico de soja do Brasil. As cotações oscilaram na faixa de R$ 1 a R$ 2 por saca, com baixo volume de negócios fechados. A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
Segundo ele, o dia apresentou algumas oportunidades enquanto a bolsa subia, mas os prêmios limitaram a alta, enquanto o dólar operou em níveis mais baixos. No geral, segue um mercado da mão para boca, com o produtor focado na colheita e mantendo spreads mais elevados. A indústria permanece cautelosa, e o porto não apresentou grandes oportunidades.
Confira como ficaram as cotações de soja nesta segunda-feira (23):
Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago. A sessão foi marcada por muita volatilidade, com os agentes tentando avaliar o impacto das novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em resposta à decisão da Suprema Corte na sexta-feira (20), que considerou ilegal a política tarifária, Trump elevou uma tarifa temporária global de 10% para 15% por meio da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite manter a medida por até 150 dias sem aprovação imediata do Congresso.
Os investidores avaliam possíveis retaliações de importantes players, que poderiam afetar a compra de produtos agrícolas norte-americanos. No caso da soja, o temor é que a decisão de Trump adie um possível acordo com a China, que envolveria o aumento das aquisições por parte daquele país, o principal comprador de soja do mundo.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 11,34 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 11,49 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa e US$ 1,10 ou 0,35%, a US$ 308,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 59,39 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centato ou 0,79%.
O dólar comercial fechou a R$ 5,1678 para venda, com baixa de 0,14%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de unidades, tinha alta de 0,26% a 97,70 pontos.
Já o dólar futuro para março estava cotado a R$ 5.177,500, com baixa de 0,16%. O fluxo de capital estrangeiro assegurou a leve desvalorização da moeda americana, em um dia de muita volatilidade.
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