O mercado brasileiro de soja retomou as negociações após o Carnaval em ritmo lento e sem grandes movimentos nos preços. Segundo o analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve reporte de alguns negócios, mas de maneira geral as negociações foram pontuais e regionalizadas.
Com Chicago volátil e o dólar um pouco melhor, não houve grandes ajustes nas indicações, resultando em cotações domésticas mistas. De acordo com o analista, poucos players marcaram presença no mercado, com ofertas consideradas pouco atrativas.
Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade, na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Após acumular ganhos desde que o presidente Donald Trump sinalizou um possível acordo comercial com a China, que envolveria maior demanda asiática pela oleaginosa norte-americana, o mercado realizou lucros.
Bons números de esmagamento nos Estados Unidos e a expectativa para o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos também estiveram no radar dos operadores.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 221,564 milhões de bushels em janeiro, ante 224,991 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 218,52 milhões. Em janeiro de 2024, o volume foi de 200,383 milhões de bushels.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos deverá submeter à Casa Branca as cotas de mistura de biocombustíveis propostas para 2026 para revisão final. O governo corre contra o tempo para cumprir o prazo autoimposto de finalizar as novas normas até o fim de março.
Os agentes aguardam a divulgação das primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27 dos Estados Unidos, durante o Fórum Anual do Departamento de Agricultura norte-americano, que ocorrerá amanhã (19) e sexta-feira (20).
Diante de margens mais apertadas e preços pressionados, agricultores norte-americanos planejam manter uma área robusta dedicada ao milho na safra 2026. De acordo com reportagem da Reuters, o cereal é visto como alternativa mais viável para alcançar o ponto de equilíbrio financeiro em um cenário de rentabilidade limitada.
Mesmo após a supersafra do ano passado, que ampliou estoques e derrubou cotações, o milho ainda apresenta melhores perspectivas econômicas, sustentado pelo forte consumo, exportações aquecidas e demanda da indústria de etanol. Analistas projetam plantio de cerca de 94,9 milhões de acres, um recuo modesto frente ao recorde anterior, mas ainda entre as maiores áreas dos últimos anos.
A soja, por sua vez, é considerada uma cultura de maior risco, influenciada por incertezas comerciais e pela concorrência internacional mais acirrada, especialmente com a colheita recorde sul-americana. Apesar do menor custo de produção, o mercado da oleaginosa tem mostrado maior volatilidade e dependência do ambiente geopolítico. A expectativa é de área de 84,9 milhões de acres para a soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 11,33 1/2 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,49 por bushel, com elevação de 0,25 centavo, ou 0,02%.
Nos subprodutos, o farelo março fechou com baixa de US$ 1,90, ou 0,62%, a US$ 303,90 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em março, terminou a 58,59 centavos de dólar, com ganho de 1,30 centavo, ou 2,26%.
O dólar comercial fechou a R$ 5,2293 para venda, com alta de 0,57%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de unidades, ficou estável a 96,92 pontos. O dólar futuro para março estava cotado a R$ 5.239,500, com alta de 0,21%. Em um dia de pouca liquidez, a moeda acompanhou o desempenho externo.
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