O mercado brasileiro de soja teve um dia de muita volatilidade e preços mistos nesta quarta-feira (11). Houve algumas oportunidades pontuais de negócios. Em regiões onde a colheita está atrasada por causa do clima, melhora a barganha para o produtor que já conseguiu colher parte da safra, avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
De forma geral, porém, o mercado esteve travado na comercialização, tanto nos portos quanto no interior. Sem preços considerados atrativos, a curva de cotações se mantém pressionada e o produtor segue focado no avanço da colheita, mas atento ao clima, especialmente diante do excesso de chuvas no Centro-Oeste, que deve persistir.
Preços de soja no Brasil
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em sessão marcada por volatilidade. O menor nível de aversão ao risco no mercado financeiro, as especulações sobre possível aumento da demanda chinesa pelo produto americano e a preocupação com o clima na América do Sul garantiram sustentação às cotações.
Além disso, o dia foi de alta no petróleo e de dólar recuando frente às moedas, cenário que favorece as exportações americanas. O mercado também segue avaliando sinais de possíveis compras adicionadas da China e dos EUA, mesmo em um período tradicionalmente mais favorável ao produto brasileiro e argentino.
O clima voltou a chamar atenção. Há excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil, atrasando a colheita. No Sul do país e na Argentina, a preocupação é com a falta de precipitações. Ainda assim, a expectativa permanece positiva, com safra brasileira estimada em 180 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O relatório divulgado pelo USDA limitou uma reação mais forte das cotações e, em boa parte do dia, manteve alguns contratos no campo negativo.
Nos contratos futuros, a soja com entrega em março fechou com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%, a US$ 11,24 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,39 1/2 por bushel, com elevação de 2,00 centavos ou 0,17%.
Entre os subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,90, ou 0,63%, para US$ 302,70 por tonelada. O óleo com vencimento em março fechou a 57,05 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,22 centavo, ou 0,38%.
No câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,1866 para venda, com baixa de 0,19%. O Dollar Index operava com leve alta, enquanto o dólar futuro para março era cotado a R$ 5.202,500, em queda de 0,17%. O fluxo externo voltou a pressionar a moeda americana, em meio à repercussão de dados do payroll dos Estados Unidos e declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
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