As cotações da mandioca registraram queda na última semana, mesmo com a retomada do esmagamento por parte das fecularias após o período de recesso. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o retorno das unidades industriais contribuiu para um melhor ajuste entre oferta e demanda, reduzindo a pressão sobre os preços, mas não foi suficiente para reverter o movimento de baixa.
De acordo com o Cepea, produtores demonstraram maior interesse pela comercialização da raiz, com o objetivo de se capitalizar, manter as programações de entrega e liberar áreas. Esse aumento da oferta disponível reforçou o viés de queda nas cotações.
Levantamento do Centro de Pesquisas indica que o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 472,11 na semana passada, equivalente a R$ 0,8211 por grama de amido. O montante representa uma queda de 2% em relação ao período anterior e o menor patamar desde setembro do ano passado.
Em termos reais, considerando o IGP-DI como deflator, a média de preços está 25,3% abaixo da registrada em período equivalente de 2025, evidenciando a perda de rentabilidade do produtor.
No mercado de derivados, a fécula segue com ritmo lento de negociações. Segundo o Cepea, os poucos negócios efetivados foram destinados principalmente ao atacado, à indústria de massas e à panificação. Já o mercado de farinha apresentou maior dinamismo, com compradores ativos na reposição de estoques, o que resultou em bom volume comercializado em todas as regiões acompanhadas.
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