Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 1,95% ou $ 8,25 cents/bushel, a $431,75. A cotação para março fechou em alta de 1,60% ou $ 7,00 cents/bushel, a $445,50.
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. A demanda externa e interna foram novamente o destaque para o cereal, em linha com os bons números do relatório de oferta e demanda do USDA de dezembro. Uma venda relâmpago de 186 mil toneladas no dia foi registrada. O relatório tardio de vendas para exportação de 7 a 13 de novembro superou a expectativa do mercado e até a última data os compromissos são 30% superiores ao ano anterior. O relatório NASS sobre o uso de milho no mercado interno mostrou um aumento médio de 9,43% no uso total do cereal.
Os principais contratos de milho encerram em baixa nesta quinta-feira. As cotações do milho na B3 se acomodaram depois das recentes chuvas. O mercado ainda segue atento ao
atraso no plantio da soja, o que pode afetar a janela ideal para o milho safrinha, mas aos poucos o prêmio de risco climático vai reduzindo. O dólar também está se acomodando depois do sobressalto dos dias anteriores, por motivos políticos, o que está pressionando a cotação do mercado físico no interior. No entanto, os portos ainda aproveitam o dólar acima
de R$ 5,40 para oferecer melhores preços.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com perdas no dia: o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 72,27, com baixa de R$ -0,76 no dia e baixa de R$ -2,13 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 75,15, com baixa de R$ -0,62 no dia e baixa de R$ -0,94 na semana. O vencimento de maio/26 foi de R$ 74,36, apresentando baixa de R$ -0,74 no dia e baixa de R$ -1,23 na semana.
Os preços do milho fecharam em leve alta em Chicago, impulsionados pelo desempenho positivo das exportações americanas. Isso levou o USDA a elevar sua projeção de exportações para a safra 2025/2026 de 78,11 milhões de toneladas para 81,28 milhões de toneladas na terça-feira, um recorde histórico.
Em linha com isso, e dando continuidade aos seus esforços para atualizar os relatórios semanais de exportação dos EUA, que estavam atrasados, o USDA informou que as vendas de milho da safra 2025/2026 entre 7 e 13 de novembro totalizaram 2.380.400 toneladas. Esse número superou a estimativa do setor privado, que era de 800.000 a 2.000.000 toneladas. Com essas vendas, o total negociado subiu para 40,72 milhões de toneladas, 29,68% a mais do que as 31,40 milhões de toneladas negociadas na mesma data do ano passado.
Além disso, o USDA confirmou hoje, em seus relatórios diários, novas vendas de 186 mil toneladas de milho para a safra 2025/2026, para destinos ainda não definidos.
No Brasil, a Conab elevou ligeiramente sua estimativa para a safra de milho 2025/2026, de 138,84 para 138,88 milhões de toneladas, mantendo a estimativa para a safrinha em 110,46 milhões de toneladas e a estimativa de exportação em 46,50 milhões de toneladas. Na terça-feira, o USDA projetou a produção e as vendas de milho no Brasil em 131 e 43 milhões de toneladas, respectivamente.
Em seu relatório semanal, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) indicou que o plantio de milho na Argentina está retomando o ritmo com a abertura do período de plantio para as safras tardias, principalmente na região centro-sul da província de Buenos Aires. “Até o momento, 59,2% dos 7,8 milhões de hectares projetados foram semeados. Da área plantada, 86% está em boas/excelentes condições, sustentadas por níveis adequados de umidade do solo registrados nas últimas semanas.
Em nível nacional, 94% da área está sob condições hídricas adequadas/ótimas, com níveis mínimos de estresse hídrico. Embora algumas áreas isoladas ainda apresentem excesso de umidade, isso não altera a perspectiva geral. A reposição adequada da umidade do solo garante boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras semeadas tardiamente, além de beneficiar o milho mais desenvolvido das semeaduras precoces que estão começando a espigar”, explicou a organização.
Fonte: T&F Agroeconômica
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