A próxima geração de cultivares de soja deve entregar aos produtores uma combinação mais robusta de proteção contra lagartas, maior eficiência no controle de plantas daninhas e ganhos de produtividade. A proposta atende a um cenário em que insetos mais agressivos, invasoras resistentes e custos crescentes exigem decisões rápidas e manejo preciso.
No ritmo da lavoura, o produtor enfrenta pressões que pesam diretamente no bolso e na tomada de decisão. Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil e sojicultor, lembra que, na agricultura tropical, o manejo exige atenção simultânea a diferentes frentes. “A gente tem que lidar com planta daninha, com inseto e fungo, doenças de maneira geral”, diz. Ele reforça que o maior desafio hoje é “manejar planta daninha e uma proteção estendida para lagartas”.
As plantas daninhas seguem entre as principais responsáveis pelo aumento da complexidade no campo. Gilmar Picoli, gerente de Regulamentação da Bayer, explica que a evolução das invasoras tem sido rápida e preocupante. “Cada vez mais as plantas se adaptam à dificuldades se tornando mais difíceis de se controlar”, afirma.
Ele cita a vassourinha-de-botão como um caso emblemático da pressão sobre a produtividade: “três plantas por metro quadrado pode causar aproximadamente 14 sacas de prejuízos para o agricultor”. Em grandes áreas, reforça, o cenário se torna ainda mais agressivo, já que, conforme relata, “eu não tenho só uma planta daninha na minha área, eu tenho duas, três… Dependendo da espécie o cenário vai ser mais agressivo e mais complexo”.
As lagartas também continuam no centro das preocupações. O pesquisador entomologista da companhia Renato Horikoshi destaca que elas interferem desde o estabelecimento inicial da cultura até o enchimento de grãos. “Essas condições podem reduzir a produtividade em até 30%, 40% dependendo do nível de desfolha”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. Ele ressalta que as lagartas são um fator “super importante dentro do manejo que o agricultor precisa ter no dia a dia”.
Na busca por soluções que ampliem a proteção da lavoura, produtores e técnicos conheceram, no centro de pesquisa da Bayer em Paulínia (SP), a próxima geração da plataforma Intacta. A tecnologia combina múltiplas proteínas Bt e chega com tolerância ampliada a herbicidas, oferecendo ao produtor um pacote mais completo de manejo.
Picoli detalha que se trata de “uma biotecnologia que é tolerante a cinco herbicidas: Glifosato, Glufosinato, 2-4D, Dicamba e mesotriona”. A proposta, segundo ele, facilita o controle de plantas que “só têm trazido complexidade”, permitindo um manejo “sob medida, customizado, racional e sustentável”.
Ele complementa que o processo de yield boost conecta a tecnologia ao germoplasma, possibilitando variedades “mais rápidas além de um alto potencial produtivo”.
Horikoshi acrescenta também que a nova geração oferecerá proteção contra “nove lagartas”, reforçando a segurança do produtor ao buscar altos tetos produtivos. A expectativa é de maior eficiência mesmo sob alta pressão de pragas.
A avaliação positiva também veio de consultores. Jairo dos Santos, diretor técnico da Agrodinâmica, afirma que “a pesquisa ela é extremamente importante de nós para o produtor e do produtor para nós também”. Ele destaca que o que foi apresentado permitirá ser “muito mais efetivo, muito mais rentável”, reforçando o papel da troca de conhecimento como motor para avanços no campo.
Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, ressalta que a evolução da plataforma reconhece o manejo adequado adotado pelos produtores, base que sustenta a chegada de novas ferramentas. “Então hoje na Intacta 5+ nós temos o que a gente vem trazendo lá de trás mais os benefícios da nova tecnologia”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.
As estimativas apresentadas pelos pesquisadores indicam que a integração entre genética, biotecnologia e manejo integrado deve trazer ganhos mais consistentes já a partir da safra 2027/28.
O diretor comercial da Bayer, Fábio Passos, explica que, na safra 2026/27, áreas de produtores receberão plantios controlados. “Vão ser mais de 500 campos onde os produtores já vão ter acesso à tecnologia ainda com esse pré-portfólio”, afirma. Em 2027/28, será a primeira vez que variedades aptas ao uso comercial chegarão ao mercado. E a expectativa é ampliar o portfólio em 2028/29, incluindo “mais de 15 marcas comerciais”.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Aviso prevê temporais, risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.…
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso A liberação de mais áreas de soja para o…
A Desenvolve MT - Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso está expandindo sua…
Os preços do feijão avançaram de forma expressiva na última semana de janeiro em praticamente…
Divulgação CNA Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda…
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso O ritmo da colheita da soja em Mato Grosso…