O mercado brasileiro de soja teve um dia de baixa movimentação nesta sexta-feira (28). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo de negócios seguiu lento, com poucos lotes aparecendo nos portos e praticamente nenhuma atividade no interior. O produtor mantém o foco no avanço do plantio, em algumas regiões já próximo da conclusão, o que reduz ainda mais a presença de players no mercado spot.
Silveira destaca que a leve alta em Chicago, combinada com a queda do dólar e prêmios ainda negativos, resultou em poucas mudanças nos preços internos. Com isso, o mercado físico manteve o padrão de estabilidade observado nos últimos dias.
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em um pregão mais curto e de baixa liquidez por conta do feriado de Ação de Graças. A sustentação veio de sinais de demanda aquecida, com fortes números semanais de exportação e novas vendas reportadas para a China, consolidando ganhos tanto semanais quanto mensais.
As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2025/26 totalizaram 1,108 milhão de toneladas na semana encerrada em 16 de outubro, conforme dados do USDA. O órgão também confirmou a venda de 312 mil toneladas de soja para a China, além de outras 274 mil toneladas destinadas a compradores não revelados.
O contrato de janeiro fechou com alta de 5,75 centavos, a US$ 11,37 1/4 por bushel, enquanto março encerrou a US$ 11,45 1/4 por bushel, avanço de 4,50 centavos. No farelo, janeiro caiu US$ 2,20, encerrando em US$ 314,90 por tonelada. No óleo, janeiro avançou 1,05 centavo, atingindo 52,08 centavos de dólar.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,3346 na venda e R$ 5,3326 na compra. A moeda oscilou entre R$ 5,3232 e R$ 5,3572 ao longo do dia e acumulou valorização de 0,08% na semana.
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