O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 2,30% ou $ -28,00 cents/bushel, a $1094,00. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 2,34% ou $ -26,75 cents/bushel, a $1108,00. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em baixa de 3,69% ou $ -12,1/ton curta, a $ 312,8. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de 0,83% ou $ -0,34/libra-peso, a $ 49,28.
A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. O farelo de soja que sustentou a alta do dia anterior retirou o lucro do grão visto nos últimos 4 dias. Com a negociação sobre a possível greve na Argentina (principal produtor de farelo de soja) e a previsão de uma maior exportação de farelo do Brasil em novembro, o subproduto registou quedas nos contratos acima dos 3%.
Sem os dados oficiais do governo americano sobre as vendas para exportação, o mercado viu o caso do trigo, onde o volume exportado para a China ficou muito abaixo do esperado, como um prenuncio do que pode ocorrer com a soja. Operadores de mercado estão começando a questionar a disposição, necessidade ou até mesmo a capacidade da China de importar as 12MMT, divulgadas pela Casa Branca, ainda em 2025. Com isso os Fundos de Investimento optaram por realizar os lucros dos últimos dias.
Os preços da soja caíram acentuadamente na sessão de negociação de Chicago, em grande parte devido à queda significativa nos preços do farelo. Essa queda ocorreu após um acordo firmado na noite anterior entre o sindicato dos trabalhadores de oleaginosas e a indústria de processamento na Argentina, evitando assim a possibilidade de um protesto que teria paralisado indefinidamente a produção no maior exportador mundial de farelo de soja. Como destacamos ontem, essa possibilidade influenciou a tendência de alta no dia anterior no mercado americano, onde a China e até mesmo Bangladesh, um país com demanda mínima por soja, tiveram pouca ou nenhuma influência.
A maior disposição dos produtores em vender parte da nova safra, dada a significativa melhora nos preços da soja nas últimas semanas, também está pressionando o mercado. Isso, que inicialmente impacta o mercado físico, se reflete quase imediatamente no mercado futuro.
Por outro lado, segundo a Reuters, a estatal chinesa Cofco assinou hoje um acordo de compra de soja durante o Fórum de Cooperação Comercial Agrícola EUA-China, realizado em Xangai. Contudo, após a assinatura deste acordo, visto por muitos como mera formalidade na sequência do entendimento alcançado na semana passada entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, não foram fornecidos detalhes sobre volumes ou datas de embarque. Essa falta de informação, em meio ao silêncio de Pequim sobre os números divulgados pela Casa Branca referentes ao comércio de soja entre os dois países e à confirmação de ontem da tarifa de 13% sobre as importações de grãos dos EUA — entre outros produtos — está tendo um efeito pessimista.
No Brasil, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) estimou as exportações brasileiras de soja para novembro em 3,77 milhões de toneladas, volume superior às 2,24 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024, mas marcando uma queda sazonal em comparação com as 6,40 milhões de toneladas embarcadas em outubro. Quanto às vendas de farelo de soja, a projeção é de 2,23 milhões de toneladas, acima das 1,73 milhão de toneladas de novembro de 2024 e das 1,73 milhão de toneladas do mês anterior.
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) confirmou hoje, em seu relatório semanal de safras, o início do plantio da soja 2025/2026 na Argentina. “Com um atraso de quase 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, o plantio de soja atingiu 4,4% dos 17,6 milhões de hectares projetados. As condições de umidade do solo são ótimas na maior parte da área agrícola, embora as regiões central e oeste de Buenos Aires estejam sofrendo atrasos devido a inundações, situação que também ocorre em algumas localidades do norte da província. Em contrapartida, na região do Núcleo Norte, o plantio está progredindo em ritmo normal e está até mesmo 3,2 pontos percentuais à frente do ano anterior, enquanto nas regiões centro-leste de Entre Ríos e Córdoba, o trabalho está avançando bem”, afirmou a Bolsa.
Fonte: T&F Agroeconômica
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