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Indicado ao Personagem Soja Brasil, pesquisador combate plantas daninhas há décadas


Foto: Reprodução

O pesquisador da Embrapa Soja Fernando Adegas é um dos concorrentes ao tradicional prêmio Personagem Soja Brasil – Safra 2025/26. Há anos na carreira acadêmica, ele tem em suas raízes a vocação do campo. De família italiana, seus avós chegaram ao Brasil para trabalhar em fazendas de café em São Paulo, onde nasceu.

Além desse apelo, Adegas conta que a conjuntura econômica, ao entender desde a juventude a importância da agricultura para o país, o levou a escolher uma profissão atrelada ao setor.

Ele conta que após a graduação como engenheiro agrônomo, fez estágios na área, mas apenas teve certeza da escolha quando trabalhou diretamente com agricultores na extensão rural, no Paraná.

“Trabalhei em várias regiões do estado, conheci diferenças de agricultores e agricultura, vários sistemas de produção. Por querer aprofundar conhecimento em determinadas áreas, comecei a entrar um pouco nessa área de pesquisa. Voltei para Piracicaba para fazer mestrado, especificamente na área de plantas daninas, que sempre foi, talvez, a área mais difícil na parte de consultoria, de assistência técnica”, detalha.

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Chegada na Embrapa

A partir de um convênio entre Emater e Embrapa, Adegas retornou ao Paraná e, após o doutorado, passou a fazer parte do quadro definitivo de pesquisadores da Embrapa Soja.

Ele conta que acompanhou de forma efetiva boa parte da evolução da agricultura brasileira nas últimas décadas. “No passado a questão de manejo de plantas daninhas era muito importante, mas depois vieram as transgenias, plantas resistentes a, por exemplo, ao glifosato, que foi uma mudança ótima em nosso sistema de cultivo, mas começaram a aparecer plantas resistentes”, lembra.

A partir de então, foi ajudando no desenvolvimento de tecnologias avançadas, na mudança de manejo, nas técnicas integradas de controle, na diversificação, rotação de culturas e avaliação de plantas que estão em cada bioma, avaliando a determinar a maneira como elas se comportam para, então, desenvolver tecnologias de combate.

“O controle de plantas daninhas não aumenta a produção, mas pode evitar que se perca porque ela compete com as culturas. […] Como o Brasil é muito grande, as soluções são muito regionalizadas, porque o que serve para o Sul, provavelmente não vai servir para o Cerrado, pois são plantas daninhas e tecnologias diferentes. Então, tudo o que é gerado aqui [na Embrapa Soja], a ideia é passar informações, gerar tecnologia para os agricultores, para eles manejarem e controlarem plantas para que não percam a produção”, conta.

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