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Chicago/CBOT: O mercado segue precificando a cúpula Trump-Xi Jinping na quinta-feira – MAIS SOJA


Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 28/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 28/10

O contrato de soja para novembro fechou em alta de 1,05% ou $ 11,00 cents/bushel, a $1078,50. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,97% ou $ 10,25 cents/bushel, a $1095,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 2,78% ou $ 8,3/ton curta, a $ 306,5. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de 1,00% ou $ -0,51/libra-peso, a $ 50,26.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. O mercado segue confiante sobre o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump na Coreia do Sul nesta quinta-feira. A expectativa é que a China volte a comprar grãos, principalmente soja, o que pode tirar a pressão sobre o setor. “Espera-se que a soja desempenhe um papel significativo em qualquer acordo com a China, assim como desempenhou após o impasse comercial no final do primeiro mandato do presidente”, segundo o analista americano de mercado de grãos Bryce Knorr. Qualquer outro resultado, pode reverter os ganhos que levaram a soja ao melhor patamar em 15 meses. Diversas fontes informaram que compradores chineses cotaram frete nos portos americanos. O atraso no plantio no Brasil, em relação ao ano anterior e a média histórica, também deu sustento as cotações do dia.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTADORES COTANDO FRETES PARA A CHINA (altista)

Após subir pouco mais de 2,4% ontem, a soja voltou a ser negociada com ganhos significativos no pregão diário de Chicago, atingindo máximas de 15 meses. O principal argumento de alta é a expectativa de um acordo comercial entre os EUA e a China que suspenderia o embargo de Pequim à soja americana para a safra 2025/2026. Tanto que já se fala em exportadores cotando fretes para a China a partir do Golfo do México.

NÃO HÁ OUTRO RESULTADO POSSÍVEL (altista)

A atenção do mercado está voltada para o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorrerá na Coreia do Sul nesta quinta-feira. Os traders apostam que esse encontro levará a um retorno imediato da demanda chinesa aos Estados Unidos; qualquer outro resultado seria baixista para os preços. Em outras palavras, não há mais uma trégua, mas apenas um acordo efetivo, em um momento em que a colheita já avançou — segundo investidores privados — em 84% da área plantada.

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EUA SERIAM A ÚNICA OPÇÃO DA CHINA (altista)

Nesse cenário ideal, alguns analistas sustentam que, para atender às suas necessidades de soja no ano civil, a China precisaria de 5,50 a 8,20 milhões de toneladas e que os EUA seriam a única opção viável para supri-las. Os mais otimistas esperam que mais 8 a 10 milhões de toneladas sejam adicionadas para cobrir as necessidades da China entre janeiro e fevereiro, antes que a soja brasileira da safra 2025/2026 esteja disponível para embarque. Há muito em jogo para a soja esta semana.

EUROPA-IMPORTAÇÕES MENORES (baixista)

Longe de acelerar, as importações de soja da União Europeia estão ficando ainda mais atrasadas. De fato, a Comissão Europeia informou hoje que, entre 1º de julho e 26 de outubro, o bloco comprou 3,62 milhões de toneladas, 15% a menos que no mesmo período do ano passado. Até a semana anterior, esse atraso era de 9%. Os principais fornecedores foram Brasil e Estados Unidos, com 1,94 e 1,18 milhão de toneladas, respectivamente. Em relação ao farelo de soja, as compras da UE totalizaram 5,68 milhões de toneladas no período mencionado, 4% abaixo do volume adquirido um ano antes. No relatório anterior, esse atraso era de 1%. Nesse caso, os principais fornecedores foram Brasil e Argentina, com 3,14 e 1,87 milhão de toneladas, respectivamente.

UCRÂNIA-MENOR PRODUÇÃO DE GIRASSOL (altista)

Em outra nota, o Conselho Agrícola da Ucrânia alertou hoje que, se o clima chuvoso, desfavorável à colheita, persistir, os volumes de produção de girassol poderão ficar abaixo das expectativas recentes. “O mercado prevê entre 10,20 e 10,80 milhões de toneladas, enquanto iniciamos a temporada com uma previsão de 13 milhões de toneladas de girassol. No entanto, se as chuvas continuarem, teoricamente poderíamos colher 9,50 milhões de toneladas”, afirmou a agência em seu relatório semanal. Na semana passada, o Ministério da Economia da Ucrânia informou que, após um progresso na colheita de 82,4% da área adequada, 7,84 milhões de toneladas de girassol foram colhidas. O Conselho indicou que as exportações mensais de óleo de girassol em outubro e novembro não ultrapassariam 400.000 toneladas, em comparação com 480.000 toneladas por mês no ano anterior. Enquanto isso, a consultoria APK-Inform reduziu sua previsão para as exportações de óleo de girassol ucraniano em 2025/2026 de 5,86 para 5,36 milhões de toneladas no início de outubro.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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