Frio, chuvas e temporais atingem o Brasil desde segunda-feira (22). Em Bragança Paulista (SP), por exemplo, as rajadas de vento chegaram a quase 100 km/h, segundo medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O meteorologista do Canal Rural, Artur Müller, explica que esses fenômenos são típicos da primavera. Saiba todos os detalhes:
Segundo Müller, o choque de temperaturas e a passagem de uma frente fria são fatores que geram instabilidade, com ventos fortes e queda de granizo, como observado recentemente no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Sudeste.
Além de Bragança Paulista, rajadas de 95 km/h foram registradas em Belo Horizonte (MG) e acima de 80 km/h em localidades de Mato Grosso do Sul, como Dionísio Cerqueira e Água Clara. A frente fria agora se afasta para o oceano, mas ainda provoca temporais com atividade elétrica intensa e ventos acima de 70 km/h, principalmente em oeste de Minas, Goiás, Brasília, Mato Grosso e sul do Tocantins.
Para amanhã, a tendência é de continuidade das chuvas, principalmente em Rondônia, Mato Grosso e Goiás, com menor intensidade em partes do interior de São Paulo. O meteorologista destacou que a primavera é uma estação de transição, trazendo tanto calor e chuvas do verão quanto frio e secura do inverno. Recentemente, algumas regiões do Brasil Central registraram até 40ºC, enquanto outros pontos, como Rio Brilhante (MS), tiveram mínima de apenas 6ºC.
As chuvas têm impacto direto no plantio da soja, especialmente em Mato Grosso. O aumento do volume de precipitações nas regiões norte e noroeste favoreceu áreas irrigadas, enquanto produtores de sequeiro aguardam maior regularidade para iniciar o plantio. Segundo dados da Conab, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná avançam no plantio à frente do ano passado, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos.
Nas próximas semanas, a frente fria deve continuar espalhando umidade, beneficiando principalmente Mato Grosso, Goiás e Paraná. Em Goiás, o vazio sanitário termina em breve, permitindo o início do plantio, com chuvas previstas de 30 a 40 mm. Entre 29 de setembro e 3 de outubro, a chuva deve retornar ao Paraná, Mato Grosso do Sul e faixa oeste de Mato Grosso, e de 4 a 8 de outubro, o padrão segue com volumes de 20 a 25 mm em Mato Grosso.
Sobre as baixas temperaturas, o frio intenso deve persistir até quinta-feira (25), principalmente no centro-sul do país. Regiões de serra, como Serra Catarinense e Serra Gaúcha, correm risco de geada durante a madrugada.
Segundo o meteorologista, não há previsão de chuvas no Nordeste, exceto no estado de Tocantins. Na região, o tempo firme predomina, com sol e temperaturas elevadas, favorecendo atividades ao ar livre. É o momento ideal para o sojicultor ‘pegar uma praia’ e, também, se concentrar nas atividades agrícolas.
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