A deficiência de um nutriente no solo, além de comprometer as funções específicas que desempenha na planta, pode gerar desequilíbrios com outros elementos, resultando em alterações bioquímicas e morfológicas. Para que o milho alcance elevados patamares de produtividade, é essencial que suas demandas nutricionais sejam plenamente atendidas, uma vez que a cultura apresenta alta capacidade de extração de nutrientes do solo (Tabela 1) (Gondim et al., 2016).
Assim, o primeiro aspecto a ser considerado no planejamento da adubação é a expectativa de produtividade. A partir dessa estimativa, torna-se possível antecipar a demanda de nutrientes necessária para atender às exigências nutricionais da planta. Para calcular corretamente essa exigência, é fundamental levar em conta os nutrientes absorvidos pela planta como um todo, e não apenas pela parte colhida. Dessa forma, a necessidade nutricional da cultura varia conforme a finalidade da produção (grãos ou silagem) e o seu potencial produtivo.
Como exemplo, pode-se citar o caso de Itiquira, município do estado de Mato Grosso, na safra de milho de 2023. Com base na expectativa de produtividade (baseada no potencial produtivo), estimou-se uma demanda média de 20,35 kg de nitrogênio (N) por tonelada de grãos produzidos (Figura 1). A partir dessa informação, foi possível calcular a quantidade total de N necessária para que a cultura completasse seu ciclo, considerando diferentes datas de semeadura. Observa-se que, à medida que a semeadura se afasta da janela ótima, a expectativa de produtividade diminui e, consequentemente, a demanda de N do milho também se reduz.
Ilustra-se, assim, a importância de planejar a adubação em função da demanda de nutrientes ajustada ao potencial produtivo, de modo a tornar as recomendações de fertilização mais eficientes.
ANDRADE, F. et al. Ecofisiología y manejo del cultivo de maíz. 1ª ed., Balcarce, 2023.
GONDIM, A. R. O. et al. Crescimento inicial do milho cultivar BRS 1030 sob omissão de nutrientes em solução nutritiva. Revista Ceres, v. 63, n. 5, p. 706-714, 2016. Disponível em < https://www.scielo.br/j/rceres/a/dVpNFhRWKKcCMbSMtz7vwjC/?format=html&lang=pt >, acesso: 15/09/2025
PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.
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