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Major da PM e integrante do Comando Vermelho são presos com contrabando em Cuiabá


Dupla foi flagrada transportando eletrônicos e medicamentos restritos do Paraguai. Suspeito é apontado como braço direito de líder de facção; Justiça federal concedeu liberdade sob fiança

 

 

Um major da Polícia Militar e um suposto integrante do Comando Vermelho foram presos em flagrante na última terça-feira (3), em Cuiabá, transportando uma carga de medicamentos e mercadorias contrabandeadas. Mário Henrique Tavito da Silva, apontado como pessoa de confiança de uma das lideranças da facção, e o major Pedro Henrique Silva Garcia foram abordados enquanto viajavam no mesmo veículo, acompanhados de um terceiro suspeito, Felipe Alifer Rosa.

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Mário Henrique é considerado braço direito de Paulo Witter Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, e já havia sido alvo da Operação Apito Final, que mirou a lavagem de dinheiro do crime organizado. Durante a abordagem policial, foram encontrados no carro diversos produtos trazidos do Paraguai sem a devida documentação fiscal. A apreensão incluiu equipamentos eletrônicos, relógios e perfumes de grife, além de medicamentos de uso restrito, como diferentes tipos de hormônios masculinos e canetas de Mounjaro, usadas no tratamento de diabetes.

Justiça concede fiança
Apesar do flagrante envolvendo um oficial da segurança pública e um membro de facção, o grupo não permanecerá preso. Em audiência de custódia, o juiz federal Paulo Cézar Alves homologou as prisões, mas concedeu liberdade provisória aos três investigados mediante o pagamento de fiança estipulada em R$ 5 mil para cada um.

A decisão judicial estabeleceu também o cumprimento de medidas cautelares restritivas. Os investigados estão obrigados a comparecer a todos os atos do inquérito e do processo para os quais forem intimados e devem manter seus endereços e contatos telefônicos atualizados nos autos. Eles ainda ficam proibidos de mudar de residência sem autorização prévia ou de permanecer fora do domicílio declarado por mais de oito dias sem comunicar o paradeiro à Justiça.

Corregedoria abre sindicância
O envolvimento de um oficial da ativa no episódio mobilizou o comando da segurança pública estadual. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso informou, por meio de nota oficial, que instaurou uma sindicância para investigar a conduta do major Pedro Henrique na esfera administrativa e disciplinar.

A corporação ressaltou que o militar detido por contrabando e descaminho passará pelos trâmites legais internos e que a instituição aguarda o andamento das apurações para definir os próximos passos. O caso também continuará sendo investigado criminalmente no âmbito da Polícia Federal, que apura a origem das mercadorias e a natureza da relação entre os ocupantes do veículo.

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agro.mt

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