O pesquisador Adilson de Oliveira Junior é o novo chefe-geral da Embrapa Soja. A cerimônia de transmissão de cargo será realizada em 16 de novembro, das 13h30 às 17h, no auditório da unidade, em Londrina (PR), com a presença do diretor-executivo de Negócios e Inovação Tecnológica da Embrapa, Alexandre Alonso Alves.
Nomeado em 1º de setembro pela Diretoria-Executiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Oliveira Junior passou por um processo público de seleção, que incluiu análise de currículo, proposta de trabalho e audiência pública para apresentação do plano de gestão.
Com 18 anos de atuação na Embrapa, o pesquisador tem experiência em gestão de pesquisa e ocupou, nos últimos seis anos, a Chefia de Administração da Embrapa Soja, durante a gestão de Alexandre Nepomuceno. O mandato será de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período.
A nova equipe terá Rogério de Sá Borges na Chefia-Adjunta de Administração; Roberta Carnevalli na Chefia-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; e Carina Rufino na Chefia-Adjunta de Transferência de Tecnologia.
Natural de Primeiro de Maio (PR), Oliveira Junior é formado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com mestrado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutorado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Entre os principais desafios da nova gestão está ampliar a integração das áreas de pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para as cadeias produtivas ligadas à soja.
Segundo o pesquisador, o custo de produção é uma das principais preocupações dos sojicultores. Entre os fatores que pressionam a atividade estão o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, os eventos climáticos extremos e as questões geopolíticas.
A proposta é ampliar a oferta de tecnologias que contribuam para o retorno econômico e a manutenção da produtividade, mesmo em cenários climáticos e fitossanitários desfavoráveis.
Para isso, o plano de trabalho está estruturado em quatro eixos prioritários: Sustentabilidade e Métrica, com foco em Soja Baixo Carbono e ESG; Bioinsumos e Agricultura Regenerativa; Genética, Biotecnologia e Mercados de Valor Agregado; e Soluções Tecnológicas e Ferramentas Digitais.
O Brasil produziu cerca de 180 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, em 48,5 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.697 quilos por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A cultura tem peso expressivo na economia brasileira. De acordo com Oliveira Junior, a soja representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões e gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.
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