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Pivetta rebate deputado e promete endurecer combate às facções criminosas em MT


Governador defende classificação de organizações criminosas como terroristas e critica Carlos Avalone por questionar proposta enviada à Assembleia Legislativa

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu as críticas do deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) ao projeto de lei que pretende classificar facções criminosas que atuam no estado como organizações terroristas. A proposta, encaminhada pelo Executivo à Assembleia Legislativa (ALMT), busca ampliar os mecanismos de enfrentamento ao crime organizado.

Em entrevista ao RDNews, neste sábado (31), Pivetta afirmou que não pretende recuar da iniciativa e defendeu uma atuação mais rigorosa das forças de segurança contra grupos criminosos.

“Vamos fazer o que tiver que ser feito para combater essa cambada, essas organizações criminosas que têm atacado inocentes e acabado com muitas famílias. Eu fui eleito para cuidar do povo e assim vou fazer. Então, o Avalone que cuide desses criminosos, que ele defende”, disparou o governador.

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A reação ocorreu depois que Avalone manifestou preocupação com possíveis consequências da proposta. O parlamentar argumentou que a classificação das facções como organizações terroristas poderia abrir espaço para interferências estrangeiras no Brasil, especialmente diante de declarações do governo dos Estados Unidos sobre o combate internacional ao terrorismo.

Pivetta, por outro lado, sustenta que o endurecimento das medidas é necessário para enfrentar a atuação das facções em Mato Grosso. Segundo o governador, a aprovação do projeto permitirá a adoção de protocolos específicos pelas forças estaduais de segurança.

A proposta identifica inicialmente duas organizações criminosas, mas prevê a possibilidade de incluir outros grupos. O texto também estabelece mecanismos de cooperação entre as forças de segurança de Mato Grosso, órgãos federais, instituições internacionais e autoridades de outros estados.

A justificativa é que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras mato-grossenses, exigindo ações integradas para combater suas atividades.

O projeto ainda depende de análise e votação na Assembleia Legislativa para avançar.

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