O governador reeleito Otaviano Pivetta pretende iniciar o próximo mandato com uma reforma administrativa voltada à redução dos custos e do tamanho da máquina pública em Mato Grosso.
Um grupo formado por dez técnicos analisa a estrutura atual do Estado e deverá apresentar propostas para diminuir o contingente de pessoal e tornar a administração mais enxuta.
A intenção, segundo Pivetta, é reduzir o peso das despesas públicas sobre os contribuintes e adequar o funcionamento do governo às demandas da população.
“ Nós queremos reduzir o peso sobre o lombo do contribuinte, nós temos que nos adequar àquilo que a população pede para nós [do setor público]”, afirmou.
Pivetta concedeu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), na qual comentou as perspectivas para o governo após as eleições. Além da revisão da estrutura administrativa e do combate à burocracia, o governador destacou os desafios financeiros que deverão marcar os próximos anos.
Fethab preocupa governo
Entre os pontos que exigem atenção está a redução gradual da receita proveniente do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). De acordo com o governador, as perdas relacionadas ao fundo poderão chegar a R$ 6 bilhões.
A preocupação ganha relevância diante da transição entre os sistemas tributários, que ocorrerá ao longo do próximo mandato. Pivetta ponderou que a reforma tributária prevê mecanismos de compensação dentro do sistema federativo, mas ressaltou que a perspectiva de redução dos recursos do Fethab representa um desafio específico para as contas estaduais.
“Não me preocupo com a reforma tributária [em si], nós estamos num sistema federativo e há compensação. Mas com o Fethab devemos perder R$ 6 bilhões. Precisamos nos preocupar com isso”, declarou.
Ajustes para o próximo mandato
A reforma administrativa ainda está em fase de estudos. A equipe técnica deverá avaliar o quadro atual do governo e propor medidas para reduzir a estrutura estatal, embora os detalhes do plano não tenham sido apresentados.
A iniciativa ocorre em um contexto no qual o governo busca conciliar a redução de despesas, a manutenção dos serviços públicos e a preparação das contas estaduais para mudanças no sistema de arrecadação.
O desafio de Pivetta será definir como enxugar a máquina pública e, ao mesmo tempo, enfrentar a perspectiva de perda de receitas sem comprometer a capacidade de investimento e o funcionamento dos serviços oferecidos à população.
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