A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,40 milhões de toneladas, ante 6,55 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, recuo de 2,2%. O volume é equivalente ao embarcado em outubro de 2025, conforme relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a previsão de embarques foi elevada para 6,87 milhões de toneladas, ante 6,41 milhões de toneladas estimadas na semana passada, avanço de 7,2%. O volume representa alta de 20,7% em relação às 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro do ano passado. Na comparação com setembro, quando os embarques somaram 5,31 milhões de toneladas, a projeção indica crescimento de 29,3%.
No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação prevista para este mês, as exportações de soja somam 107,80 milhões de toneladas, alta de 6,2% em relação aos 101,48 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o milho, o volume chega a 26,34 milhões de toneladas, queda de 11,2% ante as 29,64 milhões de toneladas embarcadas no intervalo correspondente do ano passado.
A estimativa de exportação de farelo de soja em outubro foi reduzida para 2,52 milhões de toneladas, ante 2,55 milhões de toneladas na semana anterior, recuo de 1,4%. Apesar da revisão, o volume projetado é 45,9% superior às 1,73 milhão de toneladas exportadas em outubro de 2025.
Entre janeiro e outubro, os embarques de farelo de soja devem alcançar 21,83 milhões de toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, a programação permanece em 49 mil toneladas em outubro, acima das 29,2 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Já a estimativa para o sorgo caiu de 1,52 milhão para 1,47 milhão de toneladas.
Considerando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,31 milhões de toneladas, alta de 1,4% em relação à previsão da semana anterior e de 25% na comparação anual.
Na programação entre 18 e 24 de outubro, os embarques de soja somam 1,61 milhão de toneladas, avanço de 30,4% ante as 1,24 milhão de toneladas previstas para a semana de 11 a 17 de outubro.
Para o milho, o line-up semanal indica 1,84 milhão de toneladas, alta de 51,2% em relação às 1,22 milhão de toneladas da semana anterior. No farelo de soja, a programação chega a 699,1 mil toneladas, crescimento de 70,4% ante as 410,4 mil toneladas anteriores.
Em sentido contrário, os embarques de sorgo recuam 48%, para 230,7 mil toneladas, ante 443,7 mil toneladas na semana precedente.
Entre os portos com maior volume de soja programado para a semana estão Santos, com 480,9 mil toneladas; Paranaguá, com 465,7 mil toneladas; Rio Grande, com 326 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 128,6 mil toneladas; e São Francisco do Sul, com 110 mil toneladas.
No milho, Santos lidera a programação, com 799,5 mil toneladas, seguido por Barcarena, com 412,1 mil toneladas; Santarém, com 137,8 mil toneladas; Paranaguá, com 125 mil toneladas; e Vitória, com 124,9 mil toneladas.
Para o farelo de soja, os maiores volumes estão previstos para Santos, com 249,9 mil toneladas; Paranaguá, com 242,2 mil toneladas; e Rio Grande, com 180 mil toneladas.
Na semana de 11 a 17 de outubro, os embarques de soja somaram 1,24 milhão de toneladas, liderados por Rio Grande, com 335,6 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 265,7 mil toneladas; Santos, com 197,2 mil toneladas; e São Luís/Itaqui, com 178 mil toneladas.
No milho, o volume semanal foi de 1,22 milhão de toneladas, com destaque para Santos, que embarcou 447 mil toneladas, Barcarena, com 323 mil toneladas, e Santarém, com 209,7 mil toneladas. Os embarques de farelo de soja totalizaram 410,4 mil toneladas, com Paranaguá, com 118,1 mil toneladas, e Santos, com 114,7 mil toneladas, entre os principais portos.
No acumulado de janeiro a setembro, a China permaneceu como principal destino da soja brasileira, respondendo por 70% dos embarques. Na sequência aparecem Espanha, com 4%, e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada.
Para o milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume exportado, seguido por Irã, com 14%, e Vietnã, com 10%.
No caso do farelo de soja, a Indonésia responde por 17% dos embarques, enquanto Holanda e Tailândia representam 11% cada. O Irã aparece na sequência, com 10%.
A Anec ressalta que as estimativas são baseadas na programação de embarques e podem sofrer alterações em função das condições operacionais dos portos e de outros fatores logísticos.
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