Os preços do milho operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de aumento da oferta do cereal no mercado. Segundo análise da Agência Safras, a previsão de tempo favorável aos trabalhos no campo norte-americano até o fim de semana contribui para a desvalorização dos contratos futuros.
Por outro lado, a alta nos preços do petróleo ajuda a limitar perdas mais expressivas nas cotações.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em dezembro eram negociados a US$ 4,59 1/4 por bushel, queda de 2,75 centavos de dólar, equivalente a 0,59%, em relação ao fechamento anterior.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 44% da área cultivada até 18 de outubro, percentual abaixo das expectativas do mercado e da média dos últimos cinco anos.
As chuvas registradas em partes do Meio-Oeste norte-americano na última semana prejudicaram o ritmo dos trabalhos. No entanto, a previsão de condições mais secas nos próximos dias deve favorecer a retomada da colheita e ampliar a disponibilidade do cereal.
Esse cenário mantém a pressão sobre os preços internacionais, diante da perspectiva de maior entrada de milho no mercado.
Na terça-feira (20), os contratos futuros já haviam encerrado o pregão em baixa, influenciados pela chegada da safra norte-americana e pela desvalorização do petróleo, apesar do enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,62 por bushel, recuo de 1,07%. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 4,76 por bushel, queda de 0,93%.
Outro fator acompanhado pelo mercado é o anúncio de um pacote de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores rurais dos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump.
A medida tem como objetivo compensar os elevados custos de produção agrícola, especialmente com insumos como diesel e fertilizantes.
Segundo a Agência Safras, os pagamentos serão calculados com base na área plantada e nas estimativas de custos de produção e produtividade do USDA.
Os valores específicos destinados a cada cultura deverão ser divulgados em novembro.
Enquanto isso, o mercado de milho segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas, já que o avanço da colheita poderá ampliar a pressão sobre os preços nos próximos dias.
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