As mulheres rurais de Mato Grosso passarão a contar com reforço no acesso a orientações, serviços de proteção e combate à violência doméstica durante os encontros comunitários no campo. A medida leva o atendimento móvel da Van Rosa e as equipes do programa SER Família Mulher diretamente às comunidades produtoras, encurtando a distância entre os serviços públicos e as moradoras de áreas isoladas.
A medida foi formalizada pela Portaria Conjunta nº 167/2026/SEAF/CC/GABMULHER/SETASC, assinada em 7 de outubro de 2026. O ato normativo une a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), a Casa Civil, por meio do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) para expandir a rede de atendimento no interior do Estado.
Na prática, a iniciativa permite levar aos encontros de mulher rural informações sobre direitos, orientações sobre como buscar ajuda e aproximação com os serviços da rede de proteção. A presença das equipes também abre espaço para o diálogo sobre a violência doméstica e para a divulgação dos canais de atendimento disponíveis.
Para as mulheres que vivem em comunidades rurais, a distância dos centros urbanos e o isolamento podem dificultar o acesso aos serviços públicos e à ajuda em situações de violência. Por isso, levar essas equipes diretamente aos eventos é uma forma de aproximar os serviços de proteção das mulheres, contribuindo para que elas conheçam seus direitos e saibam onde buscar apoio.
Arquivo: 17º Encontro das Mulheres Rurais em Chapada dos Guimarães 2025
Para a primeira-dama de Chapada dos Guimarães, a violência contra as mulheres é um problema grave na região e ressalta a importância de levar os serviços de proteção aos encontros de mulher rural.
“Sabemos que a violência contra as mulheres é um problema grave na nossa região, e muitas vezes quem vive na zona rural tem ainda mais dificuldade para buscar ajuda e conhecer os serviços disponíveis. Por isso, essa portaria é tão importante. A presença da Van Rosa e das equipes do SER Família Mulher nos eventos aproxima as mulheres da rede de proteção, leva informação e mostra que elas não estão sozinhas. É uma iniciativa que pode ajudar muitas mulheres a reconhecer seus direitos e saber onde procurar apoio, e com certeza uma medida que vai contribuir com as ações municipais que a coordenadoria de políticas públicas para as mulheres está realizando ”, destaca a primeira-dama.
A produtora rural Daiane Giliolli de Cotriguaçu, também destaca a importância de abrir espaço para que as mulheres falem sobre a violência, compartilhem experiências e conheçam os caminhos para buscar ajuda. Participante de eventos e reuniões ligados à agricultura e às mulheres, ela chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por quem vive em áreas rurais mais isoladas.
“É muito importante tratar desse assunto, ter mulheres falando sobre violência e, principalmente, ouvir quem já passou por essa situação. Participo de diversos eventos e reuniões sobre agricultura e mulheres e vejo como esse debate é necessário. Na minha opinião, a violência doméstica no campo é uma realidade muito preocupante, porque muitas mulheres vivem isoladas, ficam sozinhas e, às vezes, não têm a quem recorrer ou a quem pedir socorro”, afirma Daiane.
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