O mercado brasileiro de soja apresentou poucas movimentações nesta quarta-feira (14), com baixa liquidez e pequenos ajustes positivos nas cotações de algumas praças. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores seguem praticamente fora das negociações, concentrados no plantio da nova safra.
Na Bolsa de Chicago, o mercado apresentou volatilidade, mas registrou leves perdas, sem quedas expressivas. Os prêmios tiveram pequenos ajustes, enquanto o mercado físico permaneceu com liquidez apertada.
“O foco está totalmente no plantio da safra nova, com o produtor praticamente fora do mercado”, observa Silveira. Segundo o analista, também não houve registro de negócios envolvendo a nova safra.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a valorização do dólar, que reduz a competitividade do produto norte-americano, pressionaram as cotações após um início positivo, impulsionado pela boa demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 11 de outubro, os trabalhos de colheita alcançavam 46% da área, ante 25% na semana anterior e abaixo da média de 50% dos últimos cinco anos. As condições das lavouras permaneceram estáveis. Até 11 de outubro, 57% das plantações estavam em condições boas ou excelentes, 29% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 470 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Compradores estatais chineses adquiriram de oito a dez cargas de soja dos Estados Unidos, do tipo Panamax, nesta semana. Segundo três comerciantes ouvidos nesta quarta-feira, foram os primeiros negócios desse tipo desde a cúpula de setembro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington.
De acordo com a agência Reuters, as cargas estão programadas para embarque a partir de dezembro, acrescentaram as fontes. O mercado aguardava sinais de retomada das compras chinesas após uma pausa de várias semanas, atribuída em parte à demanda fraca durante o feriado de uma semana do Dia Nacional da China, no início deste mês.
As importações chinesas de soja em grão recuaram 7,7% em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 11,88 milhões de toneladas. Em relação a agosto, quando foram adquiridas 12,14 milhões de toneladas, houve queda de 2,1%. Os dados foram divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China.
No acumulado do ano, as compras chinesas totalizam 86,08 milhões de toneladas. A China é o maior importador mundial de soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 12,77 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,92 por bushel, com retração de 8,00 centavos de dólar, ou 0,61%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,30, ou 0,35%, a US$ 364,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,06 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,96 centavo, ou 1,41%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, negociado a R$ 5,0301 para venda e a R$ 5,0281 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0186 e a máxima de R$ 5,0551.
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