A AMAGGI utilizou cerca de 360 mil litros de biodiesel puro (B100) em 47 máquinas durante operações agrícolas realizadas entre julho e agosto em três fazendas de Mato Grosso. O combustível foi empregado na colheita de algodão e milho e no preparo do solo, sem registro de perda de potência ou necessidade de adaptação dos equipamentos.
A experiência ocorreu nas fazendas Itamarati, em Campo Novo do Parecis, Água Quente, em Sapezal, e Nova, em Primavera do Leste. A empresa avalia que o desempenho observado durante as atividades abre espaço para ampliar a utilização do biocombustível em outras operações.
Além do volume utilizado, um dos pontos acompanhados pela companhia foi o comportamento das máquinas com o B100. De acordo com a AMAGGI, não foi necessária a substituição de peças nem a realização de alterações nos equipamentos para o uso do combustível.
“A ampliação do uso do B100 em mais três fazendas, e nas operações mais importantes da safra, demonstra a nossa confiança nesse biocombustível”, afirma o diretor Agro da AMAGGI, José Eduardo Tomaz.
A utilização do biodiesel puro não começou nesta safra. Desde 2023, o B100 é usado em parte dos caminhões que transportam os grãos da empresa. Na Fazenda Sete Lagoas, em Diamantino, todo o maquinário também opera com o combustível.
Foi nessa propriedade que a AMAGGI realizou, no primeiro semestre deste ano, a primeira colheita de soja da empresa com máquinas abastecidas exclusivamente com B100. O combustível também já passou por testes na frota fluvial.
A produção do biodiesel é feita pela própria AMAGGI e integra as iniciativas da companhia para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Conforme a empresa, a substituição pelo biocombustível pode representar uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa, de acordo com o GHG Protocol.
A ampliação dos testes nas fazendas de Mato Grosso também ocorreu em um novo cenário regulatório. Em julho, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) retirou a exigência de autorização prévia para o uso voluntário de B100 em testes, dando mais agilidade à adoção do combustível nas operações.
Para Tomaz, os resultados obtidos nas três propriedades reforçam a viabilidade do B100 no campo. “Foram usados cerca de 360 mil litros, sem perda de potência perceptível. A colheita dessa safra 25/26 atesta a performance do Biodiesel. É mais uma evidência de sua viabilidade dentro da estratégia de sustentabilidade da companhia”, completa.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Mato Grosso deve ampliar a área destinada ao algodão na safra 2026/27, mas a produtividade…
Ação no bairro Jardim Maria Vetorasso localizou 1.190 tabletes da droga dentro de uma residência;…
A colheita de trigo avança no Brasil, mas a qualidade do cereal colhido tem ficado…
Arroz/BR:19,7% semeado. No RS, a semeadura avança conforme a drenagem das áreas de várzea. Em…
Governador cita redução de filas, expansão hospitalar e avanços em educação, segurança e infraestrutura O…
Em out/26, segundo o Imea, a área de milho em MT para a safra 26/27…