O vazio sanitário do algodão começa nesta quinta-feira (1º) em parte de Mato Grosso, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Durante o período, que vai até 14 de dezembro conforme a região, fica proibida a manutenção de plantas de algodão no campo com risco fitossanitário. O calendário para a safra 2026/27 foi mantido pelo estado.
As datas seguem a Instrução Normativa nº 003/2024 e permanecem inalteradas para a safra 2026/27, informou o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Mato Grosso é dividido em duas regiões para a aplicação da medida. Na Região I, que inclui Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, o vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro. Na Região II, onde estão Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal e Campo Novo do Parecis, o período será de 15 de outubro a 14 de dezembro.
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A restrição busca controlar o bicudo-do-algodoeiro, apontado pelo Sistema Famato como a principal praga da cultura. Segundo a entidade, a permanência de plantas vivas entre uma safra e outra, especialmente soqueiras e tigueras, mantém alimento e abrigo para o inseto. O período sem hospedeiros interrompe esse ciclo antes da implantação da nova lavoura.
O assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, afirmou que o bicudo pode provocar perdas significativas quando não é controlado. De acordo com ele, os insetos atacam inicialmente os botões florais, que caem depois de abertos, e também danificam fibras e sementes dentro da maçã do algodão.
Segundo o diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele, a área plantada com algodão em Mato Grosso na safra 2025/26 foi de 1,36 milhão de hectares. O estado responde por cerca de 70% da produção brasileira da fibra, conforme o Indea-MT.
Com o início do vazio sanitário, produtores de algodão em Mato Grosso passam a seguir o calendário regional de eliminação de plantas hospedeiras para o controle do bicudo antes da safra 2026/27.
Fonte: Estadão Conteúdo
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