As adversidades climáticas associadas a pressão de patógenos na cultura do milho tem impulsionado o desenvolvimento de doenças nas últimas safras, dentre elas, a mancha-de-bipolaris, causada fungo Bipolaris maydis. A doenças é mais grave em regiões de clima temperado e tropicais quentes e úmidas, nas quais perdas superiores a 70% na produção têm sido relatadas (Costa; Silva, Cota, 2014).
De acordo com Costa; Silva; Cota (2014), a intensidade dos sintomas e danos variam em função da suscetibilidade do híbrido. Normalmente, as folhas são os órgão mais afetados, com lesões que evoluem de pequenas e ovaladas para alongadas, limitadas pelas nervuras das folhas. Essa redução da área fotossinteticamente ativa compromete a produção de fotoassimilados pela planta, afetando diretamente o rendimento de grãos.
Dado o impacto econômico da doença, medidas de manejo como o uso de fungicidas para o controle químico da doença tornam-se essenciais para a manutenção do potencial produtivo do milho. Entretanto, para um posicionamento eficaz dos fungicidas, é preciso compreender quais defensivos apresentam maior performance no controle da mancha-de-bipolaris, a fim de aumentar a assertividade do manejo.
De acordo com De Cól et al. (2025), resultados da eficiência de fungicidas no controle da mancha de bipolaris de 2000 a 2024 oriundos de ensaios da rede nacional de pesquisa cooperativa, conduzidos em oito estados brasileiros (GO, MG, MS, MT, PR, RS, SP e TO), demonstram que, para o caso específico da mancha-de-bipolaris, fungicidas multissítios como clorotalonil e mancozebe, assim como o benzimidazol tiofanato-metílico, foram menos eficazes quando utilizados de forma isolada.
Entretanto, os autores destacam que a maioria dos fungicidas avaliados, aplicados em mistura (tabela 1) apresentaram boa eficácia de controle variando entre 55% e 60%, enquanto os fungicidas de ingrediente ativo único exibiram eficácia altamente variável (figura 2) (De Cól et al., 2025).
Esses resultados reforçam a importância da cautela ao se depender exclusivamente de fungicidas para o manejo da doença, principalmente ao utilizar fungicidas de único princípio ativo. Para mitigar o risco de resistência de fungos, é recomendado o uso de fungicidas misturados sítio-específicos em mistura com multissítios (De Cól et al., 2025). Além disso, boas práticas agronômicas como o manejo integrado de doenças e o posicionamento de híbridos de milho menos suscetíveis é crucial para reduzir os prejuízos decorrentes da incidência da mancha-de-bipolaris em milho.
Confira o trabalho completo de De Cól et al. (2025) clicando aqui!
COSTA, R. V.; SILVA, D. D.; COTA, L. V. MANCHA-DE-BIPOLARIS-DO-MILHO. Embrapa, Circular Técnica n. 207, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012083/1/circ207.pdf >, acesso em: 25/09/2026.
DE CÓL, M. et al. EFICÁCIA CONTRA BIPOLARIS: CONTROLE DA MANCHA DE BIPOLARIS NO MILHO CAUSA PREOCUPAÇÃO; ESTUDOS INDICAM QUAIS FUNGICIDAS, COMO E QUANDO DEVEM SER UTILIZADOS. Cultivar Grandes Cultura, n. 313, 2025. Disponível em: < https://www.fitossanidadetropical.org.br/images/rft/novidades/2025/revista-cultivar-eficacia-contra-bipolaris.pdf >, acesso em: 25/09/2026.
Após cinco meses de cobranças extras, Aneel confirma fim da tarifa adicional. Aumento do volume…
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas alterações nesta sexta-feira (25), em…
Após disparar no final de agosto e início de setembro, quando o bushel atingiu a…
Agência Brasil - Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a…
Suspeito de 37 anos foi alvo de mandado de prisão preventiva em Matupá menos de…
O tempo promete mudanças extremas nos próximos dias em diferentes regiões produtoras de soja do…