Concorrentes propuseram mudanças em leis e tentaram associar os adversários às circunstâncias do ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro
Cinco candidatos ao Senado por Mato Grosso se reuniram hoje (17) no debate eleitoral da TV Vila Real – Antônio Galvan (Avante), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP) e Pedro Taques (PSB).
A troca de argumentos entre eles ficou concentrada no assunto do Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação de ministros com o empresário Daniel Vorcaro, dono Banco Master e acusado da maior fraude financeira do país. Como estratégia eleitoral, os candidatos tentaram vincular uns aos outros à política.
Houve propostas que os ritos de indicação de ministros ao Supremo e o tempo de permanência deles no cargo sejam modificados. E que a alteração seja expandida para o Senado.
Taques disse ser a favor do limite de 12 anos de exercício do cargo e os indicados seriam só poderiam ser investidos com idade mínima de 60 anos.
José Medeiros disse que a legislação brasileira deveria tirar das mãos do presidente da República o poder de indicação, o que já vem sendo defendido por alguns políticos. Seria elaborado algum tipo de concurso, sem implicação política.
Margareth Buzetti diz que o regimento interno do Senado precisaria ser modificado para obrigar o presidente do Congresso a colocar em votação os pedidos de impeachment de ministros.
Para Taques, o presidente do Congresso ficaria obrigado a pautar o pedido em 30 dias. Já Medeiros afirmou que deputados federais e senadores não poderiam ser investigados por ministros do STF para evitar constrangimento de atos em mandato.
Essa relação ente ministros e políticos derivou a implicação de senadores com o Supremo. O mais atacado foi Carlos Fávaro, em exercício do mandato. Ele foi questionado mais de uma vez sobre o motivo ainda não ter uma posição clara sobre a crise no Supremo em quase oito anos de mandato.
O assunto respingou em candidatos citados em operações da Polícia Federal, cujos processos podem ser julgados pelo Supremo. Os adversários apontaram mutuamente que a investigação se tornaria empecilho para o exercício do mandato.
Outro viés a polêmica do momento explorado pelos concorrentes foi relação tríplice de Lula-Moraes-Vorcaro. Os candidatos mais à direita afirmaram que apoiar ou votar em Lula seria dar aval, por tabela, às relações suspeitas do ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.
A moderação do debate disse que os sete dos dez candidatos ao Senado com mais representação política foram convidados. Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB) não foram.
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