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Análise climática e prognósticos para setembro, outubro e novembro/26 – MAIS SOJA


Análise climática de agosto

Em agosto de 2026, as chuvas foram acima de 90 mm na Região Sul, sul de São Paulo e na faixa litorânea da Região Nordeste, mantendo a umidade no solo com índices satisfatórios. Em grande parte do Centro-Oeste, do centro-norte de Minas Gerais, do interior do Nordeste, do leste do Amazonas, de Roraima, do Tocantins e grande parte do Pará, foram registrados acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores teores de armazenamento de água no solo.

Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 90 mm, desde o Rio Grande do Norte até Alagoas. Em parte destas áreas, o armazenamento de água no solo se manteve favorável, beneficiando o milho terceira safra. Já no semiárido e demais áreas do Sealba e Matopiba, os valores não ultrapassaram os 40 mm, ocorrendo a redução dos índices de umidade do solo. Nas áreas de final de ciclo, o tempo seco favoreceu a maturação e a colheita das lavouras. Maiores volumes de chuva, na Região Centro-Oeste, foram registrados somente no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados acima de 40 mm. Nas demais áreas, foram registrados baixos volumes e em algumas localidades não houve registro de precipitação.

O predomínio de tempo seco reduziu a umidade do solo e favoreceu o avanço da colheita de algodão, milho segunda safra, feijão terceira safra e trigo. Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no sul e leste da região, com volumes acima de 40 mm. Já no norte de São Paulo e em grande parte de Minas Gerais, registraram menos de 30 mm. As condições de tempo mais seco vêm favorecendo o andamento da colheita de culturas como
milho, algodão, trigo e feijão.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no leste dos três estados, mas, principalmente, na parte sul do Rio Grande do Sul, onde os acumulados do mês ultrapassaram os 250 mm. Este cenário manteve os índices de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou pontualmente a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 100 mm, exceto no noroeste do Paraná, onde as chuvas foram inferiores a 40 mm.

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Em agosto, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Piauí e Maranhão. As menores máximas ocorreram, principalmente, na Região Sul e em áreas do leste das Regiões Sudeste e Nordeste.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram os 18 °C nas Regiões Norte e Nordeste, bem como em parte da Região Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 16 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 12 °C, ocorreram, principalmente, nas áreas serranas das Regiões Sudeste e Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Houve registro de episódios de geadas, principalmente, no Rio Grande do Sul.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 31 de agosto de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 2°C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até os 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 120°W, onde as anomalias foram acima de 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2°C durante agosto, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a persistência das condições de El Niño, fase quente, durante o trimestre setembro, outubro e novembro de 2026.

3. PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO SETEMBRO, OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. As chuvas acima da média são previstas para a Região Sul, além de áreas do oeste e sul da Região Centro-Oeste e parte sul da Região Sudeste.

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Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos índices de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de índices mais elevados de umidade do solo nessa área.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que deverá contribuir para a redução dos índices de umidade do solo. Ressalta-se, contudo, que a estação chuvosa na faixa leste da região se aproxima do fim, sendo esperada uma redução natural dos volumes de chuva nos próximos meses, característica do período de transição para a estação seca.

Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do norte e nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente, em outubro e novembro.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, bem como em grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média.

Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas das porções central e oeste do Rio Grande do Sul, bem como no oeste de Santa Catarina, principalmente, em outubro.

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As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo e grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C. Destacam-se, ainda, que as áreas de maior altitude da Região Sul podem ter temperaturas abaixo de 15 °C, especialmente, em setembro.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab



 

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