O mercado brasileiro de soja apresentou poucos lotes negociados nesta quinta-feira (27), em meio à forte volatilidade na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que as oscilações acompanharam principalmente o fluxo do óleo de soja e a pressão da demanda sobre as exportações da nova safra norte-americana.
Apesar da volatilidade, a soja encerrou o dia com leves ganhos em Chicago. Os prêmios tiveram pequenos ajustes, enquanto o dólar registrou ganhos tímidos. “Houve algumas oportunidades via porto nos melhores momentos de tela”, destaca Silveira.
De maneira geral, porém, o físico registrou poucas negociações. Segundo o analista, houve poucas ofertas por parte dos vendedores, que agora aguardam preços ainda melhores.
No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos distintos entre as principais praças brasileiras:
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira, dia de muita volatilidade. Na parte da manhã e pouco antes do final da sessão, um movimento de realização de lucros pressionou as cotações. Mas a demanda firme e o desempenho de outros mercados garantiram uma alta moderada. As exportações semanais norte-americanas consistentes foram responsáveis pela reação.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 73.900 toneladas na semana encerrada em 13 de agosto. O Egito liderou as compras, com 105.000 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 2.478.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 1,1 milhão e 3,1 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas.
A soja também foi influenciada positivamente pela reação nos preços do petróleo, em meio à indefinição no Oriente Médio. O trigo também teve bons ganhos, estendendo o recente movimento. As preocupações com a oferta no Mar Negro sustentam o cereal e ajudam os produtos vizinhos, caso da soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,15%, a US$ 12,68 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,83 por bushel, com elevação de 2,25 centavos de dólar ou 0,17%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,47%, a US$ 340,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,51 centavos de dólar, com ganho de 0,77 centavo ou 1,13%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, sendo negociado a R$ 5,1635 para venda e a R$ 5,1615 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1420 e a máxima de R$ 5,1750.
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