O mercado brasileiro de soja registrou firmes volumes de negócios nesta quarta-feira (26), tanto nos portos quanto junto à indústria, embora a maior concentração tenha ocorrido via porto. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que a forte alta na Bolsa de Chicago levou o produtor a aproveitar as melhores cotações e ampliar a presença nas negociações.
Chicago superou US$ 12,60 por bushel na posição novembro, enquanto os prêmios apresentaram poucos ajustes. No físico, as cotações avançaram com força e o basis local permaneceu bastante fortalecido. “O mercado spot está se aproximando de R$ 160,00 por saca nos portos”, destaca Silveira.
A movimentação também alcançou a safra nova, com fixações diante das boas ofertas. “O produtor veio mais ao mercado e aproveitou o momento”, resume o analista. Segundo Silveira, o dia foi agitado, com lotes negociados no físico diante das cotações elevadas nos bids e da forte alta em Chicago.
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A elevação, que ganhou força na parte da tarde e fez os preços atingirem as máximas, foi garantida pelo comportamento dos mercados vizinhos, além dos sinais renovados de continuidade da demanda chinesa.
O conflito no Mar Negro seguiu no radar, resultado em alta superior a 2% no milho e de mais de 6% no trigo. As preocupações com a oferta de produto da Rússia e Ucrânia aumentou após o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçar intensificar os ataques à Ucrânia, após concluir que as negociações para alcançar um acordo de paz chegaram a um impasse.
Para completar, os exportadores privados anunciaram uma venda de 333 mil toneladas à China, confirmando que o interesse comprador por parte dos asiáticos segue se voltando para o mercado americano.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 28,25 centavos de dólar, ou 2,28%, a US$ 12,66 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,90 3/4 por bushel, com elevação de 28,50 centavos de dólar ou 2,27%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 3,06% a US$ 339,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,74 centavos de dólar, com perda de 0,04 centavo ou 0,05%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1528 para venda e a R$ 5,1508 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1405 e a máxima de R$ 5,1650.
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