A sanidade da lavoura de soja está diretamente relacionada à produtividade e à qualidade dos grãos e/ou sementes produzidos. Embora diferentes estratégias de manejo possam ser adotadas de forma integrada para aumentar a proteção e a sanidade das plantas, os fungicidas ainda representam, em escala comercial, as principais ferramentas utilizadas no manejo e controle das doenças da soja.
Em função da maior incidência de doenças durante a fase reprodutiva da cultura (Figura 1), a maior parte das aplicações de fungicidas é posicionada nesse período, especialmente após o fechamento das entrelinhas, priorizando-se o uso de produtos premium, com maior performance e espectro de controle.
Sobretudo, algumas doenças se sobressaem a esse período, com desenvolvimento favorecido ao final do ciclo da soja. As doenças de final de ciclo (DFCs), como são popularmente conhecidas, acometem a cultura principalmente nas fases mais avançadas do desenvolvimento, causando perdas quantitativas e qualitativas na produção. Entre as principais DFCs da soja, destacam-se a mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, e a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi). Embora a ferrugem-asiática seja um dos principais focos do manejo fitossanitário durante a fase reprodutiva, sua ocorrência pode se dar em qualquer estádio de desenvolvimento da cultura, inclusive no final do ciclo.
Com potencial para reduzir a produtividade da soja em até 40% no caso da mancha-alvo (Godoy et al., 2023) e até 90% no caso da ferrugem-asiática (Godoy et al., 2024), essas doenças são altamente prejudiciais, especialmente em anos com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento dos patógenos. Além disso, por serem doenças policíclicas e apresentarem controle complexo, podem ocorrer em mais de um momento ao longo do ciclo da cultura, contribuindo para a manutenção do inóculo e da severidade das doenças até o final do desenvolvimento da soja.
Nesse cenário, especialmente em áreas com histórico de ocorrência dessas doenças, falhas de manejo ou condições ambientais favoráveis à infecção, o uso de fungicidas de alta performance torna-se indispensável para preservar o potencial produtivo da cultura, inclusive em estádios mais avançados do desenvolvimento da soja. Dessa forma, o correto posicionamento de fungicidas no final do ciclo, promovendo um melhor “fechamento” do programa fitossanitário, pode ser determinante para a obtenção de elevadas produtividades.
Contudo, para maximizar a eficácia das aplicações e os resultados produtivos, essas pulverizações devem ser realizadas até o estádio R7 da soja, caracterizado pelo início da maturação fisiológica, fase em que ocorre o máximo acúmulo de matéria seca nos grãos e a interrupção da absorção de água e nutrientes (Tagliapietra et al., 2022). Após esse estádio, aplicações visando efeitos fisiológicos ou produtivos sobre a planta deixam de gerar impacto na produção de grãos ou sementes, uma vez que não há mais conexão funcional entre a planta-mãe e os grãos (Zanon et al., 2018).
Visando maior assertividade no manejo fitossanitário do final do ciclo da soja, o monitoramento periódico e frequente da lavoura é indispensável. Contudo, além do correto posicionamento das aplicações dentro do limite adequado do período de pulverização, é fundamental atentar para a escolha dos fungicidas, priorizando produtos de alta performance e, preferencialmente, formulações compostas por mais de um princípio ativo. Essa estratégia contribui não apenas para ampliar a eficiência de controle, mas também para o manejo da resistência da ferrugem-asiática e da mancha-alvo aos fungicidas.
No cenário atual, fungicidas com eficácia comprovada para o controle dessas doenças devem ser associados a produtos multissítios nas aplicações de fechamento da soja, favorecendo tanto a manutenção do potencial produtivo da cultura quanto a qualidade dos grãos e sementes produzidos, reduzindo perdas e depreciações causadas por patógenos. Nesse contexto, o Fusão® FIX se destaca por reunir três princípios ativos de diferentes grupos químicos em sua formulação, proporcionando ação rápida, eficiente e abrangente no manejo dessas doenças.
Além de contribuir para um melhor fechamento do programa fitossanitário da soja, o Fusão® FIX apresenta características estratégicas para o manejo da resistência de patógenos a fungicidas. Com elevada sistemicidade e atuação tanto sistêmica quanto de contato, o produto alia alta seletividade à cultura com forte desempenho no controle da ferrugem-asiática e da mancha-alvo (IHARA, s.d.).
A presença de um fungicida multissítio associado a dois fungicidas sítio-específicos confere ao Fusão® FIX um desempenho diferenciado no final do ciclo da soja, especialmente quando posicionado de forma estratégica e preventiva, em alinhamento ao programa fitossanitário da lavoura, sendo portanto, uma solução eficiente e eficaz para o manejo das principais doenças de final de ciclo da soja.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 21/05/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA MANCHA-ALVO, Corynespora cassiicola, NA CULTURA DA SOJA, NA SAFRA 2022/2023: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, circular técnica, 194. Londrina – PR, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1154756/1/Circ-Tec-194.pdf >, acesso em: 21/05/2026.
IHARA. FUSÃO FIX. IHARA: Agricultura é a nossa vida, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/fusao-fix/?utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&utm_content=&gad_source=1&gad_campaignid=21260028180&gbraid=0AAAAACqHsuCIQdzFPGCdquMe4rDQ4NFHe&gclid=CjwKCAjw2rrQBhBuEiwAarLWHU4_K78QFXOtohDvFQQVJ6Csyoh4TVDsmP0DEJeCn7tMAtATiJh0ChoCf_gQAvD_BwE >, acesso em: 21/05/2026.
OLIVEIRA JUNIOR, A et al. ESTÁDIOS FENOLÓGICOS E MARCHA DE ABSORÇÃO DE NUTRIENTES DA SOJA. Embrapa Soja; Fortgreen, 2016. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1047123/estadios-fenologicos-e-marcha-de-absorcao-de-nutrientes-da-soja >, acesso em: 21/05/2026.
TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.
ZANON, A. J. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2018.
Redação: Equipe Mais Soja.
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