Mato Grosso registrou 1.310 desaparecimentos entre janeiro e julho deste ano, o equivalente a uma média de seis casos por dia. Desse total, 685 pessoas foram localizadas e outras 625, ou 47%, ainda aparecem sem paradeiro conhecido no Painel de Dados de Pessoas Desaparecidas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Os próprios números, porém, podem não retratar com precisão a situação. A falta de atualização dos registros após o retorno de pessoas consideradas desaparecidas compromete a confiabilidade das estatísticas.
No período, 867 desaparecidos eram homens e 443 mulheres. A maioria, 895, tinha mais de 18 anos, enquanto 405 tinham entre 0 e 17 anos. Outros 10 registros não informavam a idade.
A região metropolitana concentra o maior número de ocorrências. Cuiabá contabilizou 266 casos e Várzea Grande, 124, totalizando 390. Na sequência aparecem Sinop, com 127 registros; Rondonópolis, com 72; Nova Mutum, 66; Pontes e Lacerda, 49; Tangará da Serra, 45; Primavera do Leste, 44; Cáceres, 41; Juína, 39; e Água Boa, 34.
Em situações envolvendo pessoas ligadas ao crime ou usuárias de drogas, também existe a possibilidade de homicídio cometido por facções. Nesses casos, a polícia acompanha denúncias e informações sobre localização de corpos ou ossadas.
No cenário nacional, o Anuário da Segurança Pública aponta crescimento dos registros. O Brasil contabilizou 84.269 desaparecimentos em 2025, alta de 3,6% em relação aos 81.040 casos de 2024. Em Mato Grosso, houve movimento contrário: os registros caíram 8,4%, de 2.271 para 2.112 no mesmo período.
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