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Primeiro debate entre candidatos ao governo oscila entre propostas e ataques pessoais


Confrontamento de propostas e dados tiveram espaço pelo formato de programa, mas houve limitação dos candidatos no preparo

O primeiro debate eleitoral entre os principais candidatos ao governo de Mato Grosso teve oscilação com discussão de temas importantes e ataques entre os concorrentes.  

O debate foi realizado nesta terça-feira (18) pela TV Centro América e o site Primeira Página. O formato adotado permitiu o controle de perguntas e respostas entre os candidatos, reduzindo as chances de ataque. 

Foram os blocos com confrontamento de ideias e dados em educação, saúde e infraestrutura e os efeitos da reforma tributária na economia do Estado a partir de 20230, quando encerra a transição de sistemas de tributos. 

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Impacto da reforma

Quanto ao impacto financeiro, os três candidatos falaram sobre medidas para aumentar o consumo em Mato Grosso, que poderá possibilitar maior arrecadação com a permanência dos impostos no Estado, de acordo com o novo modelo. 

Infraestrutura, educação e industrialização foram os assuntos principais abordados por eles. Natasha Slhessarenko disse que aposta em formação técnica dos eleitores, investimento em agricultura familiar e agroindustrialização.  

Otaviano Pivetta teve a vantagem de falar de assuntos da perspectiva de governo e os planos de avaliação da situação financeira mais concreta. Wellington Fagundes também disse que tem planos para industrialização e qualificação profissional dos trabalhadores. 

Infraestrutura

O asfaltamento de estradas foi o principal no debate de sobre infraestrutura. O investimento em pavimentação foi citado pelos adversários como alternativa mais viável para conectar as várias regiões de Mato Grosso. Mas o assunto trouxe a polêmica sobre a qualidade dos serviços na rodovia federal BR-163, no trecho assumido pelo Estado.  

O governador Otaviano Pivetta e o senador Wellington Fagundes trocaram críticas sobre suposto desperdício e desvio de dinheiro, tanto agora quanto na época dos primeiros mandatos do PT (Partido dos Trabalhadores) em que Wellington tinha influência no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), órgão responsável pelo cuidado das estradas federais. 

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Saúde

A prestação de serviços em especialidades médicas foi foco do debate sobre o SUS (Sistema Único de Saúde). As filas de espera por atendimento e a insuficiência de médicos especialistas tiveram as melhores propostas. 

A médica Natasha Slhessarenko diz que ter no plano de governo uma proposta de implantação de um sistema online para atendimento na rede pública. O governador Otaviano Pivetta diz que proporá a descentralização de serviços para permitir que as prefeituras criam políticas de prevenção médica. Os hospitais em construção nas regiões polos passariam ser a segunda alternativa para o tratamento de doenças. 

Altos e baixos dos candidatos

O segundo bloco do debate foi ocupado mais pelas trocas de acusações entre os candidatos. Natasha Slhessarenko concentrou as escolhas de perguntas para Otaviano Pivetta fez uma dobrinha com Wellington Fagundes para pressioná-lo. 

Abordaram a questão de violência doméstica com sugestão ao episódio com Otaviano Pivetta em 2021. A referência apareceu na pergunta direta feita por Wellington à Natasha sobre “homem que bate em mulher”. 

Pivetta, por sua vez, usou a delação do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), em 2017, sobre suposto de corrupção no Dnit que envolveu Wellington Fagundes e o seu chefe de gabinete Cinésio Nunes de Oliveira. O governador associou o fato aos problemas de infraestrutura nas estradas. 

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Com isso, a troca de acusações se concentraram entre o senador Wellington Fagundes e o governador Otaviano Pivetta. A médica Natasha Slhessarenko aproveitou a oportunidade para modificar sua estratégia de debate. 

O senador Wellington mostrou despreparo ao debater sobre saúde. Ele precisou recorrer à formação de médico veterinário e à de odontóloga de sua, Mariani Fagundes.  

Já o governador Otaviano Pivetta não respondeu a perguntas sobre o preço por metro quadrado pago pelo Estado para o afastamento de rodovias em Mato Grosso. 

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agro.mt

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