Agosto segue apresentando recuo no preço dos alimentos que compõem a cesta básica em Cuiabá. Dessa vez, a variação observada foi de -0,65% na segunda semana em relação à anterior, com preço médio de R$ 836,28. Os dados são do boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
A cesta apresenta queda no curto prazo, mas ainda custa 4,50% mais do que no mesmo período de 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou a trajetória recente de queda no preço da cesta, mas ressaltou que as altas acumuladas ainda impactam o custo da alimentação e o comportamento de consumo das famílias.
“Apesar de a variação semanal da cesta sinalizar uma trajetória favorável ao consumidor, observada desde julho, a diferença no comparativo anual mostra que o custo da alimentação ainda não retornou aos patamares anteriores”, disse Sebastião Gonçalves.
Entre os alimentos em destaque na semana, o feijão apresentou uma das maiores quedas, com recuo de 5,32% e preço médio de R$ 9,03/kg. A alta oferta, decorrente da boa produção da safra atual, pode ter contribuído para a redução dos preços.
No caso do café, o produto apresentou redução de 3,24%, chegando ao preço médio de R$ 27,72/500g. As plantações das principais regiões produtoras atingiram o pico de produção previsto para a safra, e a alta oferta pode ter contribuído para a redução registrada na semana. Por outro lado, o cenário acende o alerta para uma possível alta após o fim da safra.
Apesar do receio em relação ao período de entressafra, o preço do café segue abaixo do registrado no mesmo período de 2025. A redução é de 18,08%, já que, naquele período, o preço médio era de R$ 33,84/500g.
Por motivos semelhantes, o açúcar segue em baixa, com novo recuo de 1,13% e preço médio de R$ 1,58/kg. A produção dos canaviais segue estável, enquanto as usinas açucareiras têm registrado estoques elevados, o que pode contribuir para a redução dos preços, com o objetivo de escoar o produto.
No comparativo anual, o açúcar também apresenta preço menor, com redução de 53,24% em relação ao mesmo período de 2025.
Conforme análise do IPF-MT, a diferença entre os movimentos de preços reforça o caráter heterogêneo da inflação alimentar, com fatores sazonais, estoques, condições climáticas e disponibilidade de matéria-prima afetando cada cadeia produtiva de forma distinta.
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