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Futuro do agro, reis da soja e moratória: veja o novo Radar Rural


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro tem ampliado a produção, conquistado mercados e aberto novas fronteiras. Mas transformar esse crescimento em renda, competitividade e segurança para o produtor exige mais do que recordes de safra. É preciso enfrentar gargalos estruturais e construir uma estratégia de longo prazo para o setor.

Esse foi um dos principais temas do novo episódio do Radar Rural, videocast do Canal Rural apresentado por Beatriz Gunther, editora sênior, e Gabriel Almeida, editor do Soja Brasil. O programa discutiu os desafios do agro brasileiro, passando por crédito rural, infraestrutura, segurança jurídica, moratória da soja e expansão da produção em diferentes regiões do país.

Durante a conversa, os jornalistas retomaram discussões do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Um dos pontos destacados foi a cobrança por um planejamento de longo prazo para o setor.

A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina foi citada como uma das vozes que fizeram essa cobrança durante o evento. Assista ao episódio completo:

Produção cresce, mas resultado para o produtor é o que importa

O aumento da produção brasileira é um dos exemplos de como os números do agro podem esconder desafios que aparecem dentro da porteira. Uma ‘supersafra’ não significa necessariamente maior rentabilidade para o produtor.

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A discussão passa por fatores como custos, preços, logística e riscos climáticos. Em regiões produtoras, estradas precárias continuam dificultando o escoamento da produção, enquanto o produtor precisa tomar decisões de comercialização em um ambiente de maior incerteza.

Por isso, a orientação citada no programa a partir de uma conversa com Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja Mato Grosso, é de cautela para a próxima safra. A entidade também defende mudanças no mecanismo de crédito criado pela Medida Provisória nº 1.376/2026.

Crédito é um dos gargalos para a próxima safra

A MP criou um fundo garantidor voltado à renegociação de dívidas rurais, mas, segundo a Aprosoja, o mecanismo deveria ter alcance maior. A entidade defende que o fundo possa garantir novas operações de crédito rural, e não apenas atender produtores que já acumulam perdas em duas ou mais safras.

A avaliação é que ampliar o mecanismo poderia ajudar produtores que ainda conseguem honrar seus compromissos, mas encontram dificuldades para apresentar as garantias exigidas pelos bancos. A proposta também busca evitar que problemas pontuais de acesso ao crédito se transformem em inadimplência no futuro.

O tema ganha relevância diante da proximidade da nova safra de soja. Durante o episódio, os apresentadores também lembraram que a abertura do plantio está prevista para 17 de setembro em Ipiranga do Norte, em Mato Grosso.

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Moratória da soja ganha novo capítulo

Outro assunto discutido foi a Moratória da Soja, acordo privado pelo qual empresas se comprometem a não comprar soja produzida em áreas desmatadas após 2008.

O episódio destacou dois movimentos recentes do Supremo Tribunal Federal (STF): a validação de leis estaduais em Mato Grosso e Rondônia, que restringem benefícios fiscais a empresas que aderem ao acordo, e a decisão sobre a constitucionalidade da moratória.

Bahia mostra novas fronteiras do agro

Se o futuro do agro passa por inovação e expansão, a Bahia aparece como um exemplo dessa transformação. O episódio destacou que São Desidério, no oeste baiano, lidera o ranking dos municípios brasileiros produtores de soja, à frente de Sorriso (MT).

O levantamento citado no programa mostra ainda uma forte concentração da produção: embora cerca de 2 mil municípios produzam soja no país, apenas 20 respondem por aproximadamente 14% de toda a produção. No top cinco aparecem São Desidério, Sorriso, Formosa do Rio Preto (BA), Rio Verde (GO) e Nova Mutum (MT).

A Bahia também se destaca na pecuária. O estado tem o sétimo maior rebanho bovino do país, com mais de 12 milhões de cabeças, e vem registrando crescimento no abate de bovinos e na produção de leite.

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No semiárido baiano, porém, produzir exige adaptação. A região pode passar até 240 dias sem chuva, o que torna a alimentação do rebanho um dos principais desafios. O projeto de forrageiras acompanhado pelo Senar busca identificar plantas mais adaptadas às condições locais.

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agro.mt

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