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Resistência a fungicidas aumenta desafio de manejo na soja


Foto: Rainbow Agro/Divulgação

O manejo fitossanitário da soja ficou mais complexo nos últimos anos com a perda de sensibilidade de moléculas, mudanças no calendário de semeadura, irregularidade climática e menor margem para erros. O cenário exige que a escolha dos fungicidas considere não apenas o produto, mas o momento e a estratégia em que ele será utilizado.

A presença de cultivos sucessivos e a ampliação da janela de semeadura também contribuem para a manutenção de inóculo no ambiente. Ao mesmo tempo, períodos de estiagem intercalados com chuvas concentradas podem reduzir os dias disponíveis para aplicação justamente quando a lavoura precisa ser protegida.

Para Luiz Marcandalli, diretor de Marketing da Rainbow Brasil, a combinação desses fatores mudou a lógica de decisão no campo. “O manejo fitossanitário brasileiro ficou mais complexo pela soma de quatro fatores”, explica. Entre eles, cita a perda de sensibilidade de moléculas, o alongamento da janela de semeadura, a irregularidade climática e a compressão das margens do produtor.

Nesse cenário, a estratégia precisa começar antes mesmo da semeadura e considerar histórico da área, cultivar, ciclo, clima da microrregião e estádio da cultura. Uma área com ocorrência anterior de mofo-branco, por exemplo, pode exigir mudanças em todo o programa, enquanto a arquitetura da planta e o fechamento das entrelinhas interferem na capacidade de atingir diferentes partes do dossel.

Ferrugem e mancha-alvo exigem atenção diferente

Foto: Rainbow Agro/Divulgação

Na soja, a ferrugem-asiática continua sendo a doença com maior potencial de dano, mas a mancha-alvo é apontada pela Rainbow como o principal desafio de manejo diante da perda de sensibilidade a estrobilurinas e carboxamidas. “Se a pergunta é qual causa mais dano, a resposta é ferrugem. Se a pergunta é qual tem menos ferramenta disponível, a resposta é mancha-alvo”, afirma Marcandalli.

As diferenças entre as doenças também mudam a estratégia. A ferrugem exige proteção preventiva, enquanto a mancha-alvo demanda rotação rigorosa de mecanismos de ação e atenção à escolha da cultivar. Nas doenças de final de ciclo, o desafio está em antecipar o manejo, já que a infecção pode começar ainda na fase vegetativa, antes que os sintomas sejam percebidos.

O momento da aplicação também interfere no resultado do programa. Segundo Marcandalli, o fungicida pode atuar como protetor ou remediador dependendo de quando é utilizado. Por isso, a empresa recomenda iniciar a proteção ainda na fase vegetativa, com a chamada aplicação V0, por volta de 20 dias após a emergência, e manter os intervalos de aplicação de acordo com o risco epidemiológico e a persistência do produto.

A tecnologia de aplicação entra na mesma equação. Volume de calda, tamanho de gota e capacidade de penetração no dossel podem determinar o quanto do produto chega ao alvo. “O momento de aplicação define se o fungicida vai trabalhar como protetor ou como remediador. É a variável de maior peso sobre o resultado final e, ao mesmo tempo, a mais barata de acertar”, destaca.

O mofo-branco acrescenta outra camada ao manejo, já que não depende apenas do fungicida. Rotação de culturas, cobertura do solo e densidade de plantas fazem parte da prevenção, enquanto a aplicação precisa ser posicionada antes do fechamento das entrelinhas.

Pesquisa global parte de demandas do campo

Foto: Rainbow Agro/Divulgação

É a partir dessa complexidade que a Rainbow apresenta a nova fase da campanha Fator WOW!, agora com foco no portfólio por cultura. A proposta é mostrar como a estrutura global de pesquisa e desenvolvimento da empresa é conectada às necessidades encontradas nas lavouras brasileiras, com a soja como um dos principais eixos e milho, algodão e cana-de-açúcar ampliando essa atuação.

A empresa mantém três centros de Pesquisa e Desenvolvimento na China, país de origem que se consolida como potência global em inovação agrícola, com mais de 520 pesquisadores. Conforme Marcandalli, as demandas brasileiras são identificadas junto a produtores, canais de distribuição e instituições de pesquisa e, posteriormente, avaliadas pelas áreas de Marketing e P&D antes de seguirem para a plataforma global de desenvolvimento.

Foto: Rainbow Agro/Divulgação

A partir daí, uma necessidade brasileira pode resultar na adaptação de uma formulação existente ou no desenvolvimento de uma combinação voltada especificamente ao país. Um dos exemplos citados é o Zerrust Mixx, fungicida que reúne clorotalonil, picoxistrobina e tebuconazol e que, segundo a empresa, nasceu de uma lacuna identificada no manejo da ferrugem asiática e da mancha-alvo. Outro é o Furion, inseticida desenvolvido a partir de desafios relacionados ao controle de lagartas no país.

“Em ambos os casos, a origem não foi uma molécula nova, mas uma leitura do problema brasileiro traduzida em formulação”, explica Marcandalli.

Soluções Rainbow para cada cultura

Na soja, o portfólio de fungicidas conta com ferramentas de destaque como o Zerrust Mixx, voltado ao controle consistente de ferrugem asiática, mancha-alvo e doenças de final de ciclo (DFCs); o Rustban, com atuação no controle de manchas foliares; o Kromstar, indicado no manejo das doenças de final de ciclo; o Adiconstar, que proporciona atuação sobre amplo espectro de doenças; e o Kryver Xtra, tecnologia que promove plantas protegidas por dentro e por fora.

No milho, a companhia mantém o mesmo nível de excelência tecnológica, com o Kingstar Xtra, fungicida que favorece maior sanidade foliar e folhas mais ativas; o Zerrust Mixx, com atuação sobre a mancha branca e a ferrugem; o Caterole Plus, inseticida indicado no controle de lagartas; o Aceway, com ação sobre a cigarrinha-do-milho e o percevejo-barriga-verde; e o Mesozine Xtra, herbicida que entrega performance com efeito residual prolongado.

Para a cana-de-açúcar, o portfólio responde aos desafios da produção com o Peakstar, fungicida que contribui para qualidade e produtividade; o Masipro, inseticida indicado no controle da broca-da-cana e do gorgulho; o Aceway, que atua sobre a cigarrinha-das-raízes e o bicudo-da-cana; o Mesozine Xtra, herbicida com formulação concentrada e com balanço exclusivo de ativos; e o Esifon Full, regulador de crescimento que contribui para o equilíbrio hormonal do ciclo reprodutivo da cultura.

Na cultura do algodão, o portfólio atua com o mesmo nível de tecnologia global. O Zerrust Mixx e o Rustban são as referências no manejo de doenças foliares, cobrindo ramulária, ramulose e mancha-alvo, com destaque para a ramulária, hoje o principal desafio fitossanitário da cultura, em que a associação entre multissítio e sítios-específicos ajuda a preservar a eficácia dos programas ao longo de um ciclo longo de aplicações. O Aceway atua sobre o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca e o pulgão-do-algodoeiro. E o Esifon Full, regulador de crescimento, favorece a uniformização do período reprodutivo.

Tecnologia conectada ao campo

Foto: Rainbow Agro/Divulgação

Antes de chegar ao produtor, as soluções passam por validação agronômica no Brasil, incluindo ensaios conduzidos com instituições de pesquisa independentes. A Rainbow também mantém centros de distribuição em Mato Grosso e outros estados produtores, além de equipe comercial nas principais regiões agrícolas.

Sustentando toda essa retaguarda técnica, a Rainbow fundamenta sua atuação em quatro pilares essenciais: Portfólio Robusto, Valor Conveniente, Serviços Eficientes e Parceria Confiável. Guiada pelo lema “Tudo sobre Crescimento”, a organização cultiva uma cultura centrada no cliente, pautada por respostas ágeis, flexibilidade operacional e profundo respeito às estratégias de canal.

O portfólio brasileiro da Rainbow reúne mais de 80 produtos, entre fungicidas, inseticidas, herbicidas e bioestimulantes. Para Marcandalli, a experiência no mercado mostrou que a amplitude precisa estar acompanhada de posicionamento técnico por cultura, região e momento da safra. É essa combinação entre tecnologia, manejo e proximidade com o campo que sustenta a nova etapa do Fator WOW! e a proposta “Rainbow. Tudo sobre Crescimento.”

O fator WOW! que faltava na sua lavoura está aqui.

O CONTEÚDO DESTA PUBLICAÇÃO É DESTINADO A AGRICULTORES, ENGENHEIROS AGRÔNOMOS E DEMAIS PROFISSIONAIS DO SETOR AGRÍCOLA. ATENÇÃO: O USO DO PRODUTO DE ACORDO COM A BULA E AS INSTRUÇÕES DE USO RECOMENDADAS PELO FABRICANTE É DE TOTAL RESPONSABILIDADE DO USUÁRIO.

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