Sessão desta terça-feira decidirá o destino dos três denunciados pela execução do advogado em Cuiabá.
O Tribunal do Júri de Cuiabá realiza nesta terça-feira (28) o julgamento dos três homens acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, na Capital. A sessão está marcada para as 9h e será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar e Tribunal do Júri.
Respondem ao processo o homem apontado como autor dos disparos, um militar do Exército acusado de intermediar a execução e fornecer a arma utilizada no crime, além de um coronel do Exército denunciado por custear o homicídio. Os três tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça, que entendeu haver indícios suficientes de participação no crime para levá-los a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A acusação será representada por promotores do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), enquanto a defesa será feita por uma equipe de advogados constituída pelos réus. Durante o julgamento, também devem prestar depoimento testemunhas de acusação e defesa, entre elas delegados, investigadores, policiais federais e analistas de inteligência que participaram das investigações.
Apesar do julgamento desta terça tratar da execução do advogado, a apuração sobre os possíveis mandantes do assassinato ainda não foi concluída. Esse inquérito segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Roberto Zampieri foi morto no dia 5 de dezembro de 2023, aos 57 anos, quando entrava em seu carro em frente ao escritório de advocacia onde trabalhava, em Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o atirador se aproximou do veículo e efetuou diversos disparos antes de fugir.
Segundo a Polícia Civil, o executor permaneceu cerca de uma hora aguardando a saída da vítima e utilizou uma caixa revestida com plástico para esconder a arma e reduzir o barulho dos disparos. O advogado foi atingido por dez tiros e morreu ainda no local. As investigações também apontaram que Zampieri possuía um veículo blindado, mas a blindagem não estava sendo utilizada no momento do crime.
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