O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes nesta quarta-feira (22). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta mais intensa da Bolsa de Chicago, aliada aos prêmios ainda elevados, sustentou os preços no país, mesmo diante da desvalorização do dólar.
De acordo com o analista, a queda da moeda norte-americana não trouxe pressão negativa para o mercado. A demanda continua aquecida, enquanto os produtores seguem vendendo pouco e retendo a soja, o que reduz a oferta disponível e mantém os preços em patamares elevados.
Silveira também destaca que os portos continuam oferecendo boas oportunidades de comercialização, com indicações entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca no mercado spot, dependendo do porto e do momento do mercado. Além disso, os basis locais permanecem elevados.
Outro ponto de atenção do mercado são os relatórios de exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira. Segundo o analista, os números poderão provocar novas oscilações nas cotações da Bolsa de Chicago.
Os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator foi a forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, o que favoreceu o avanço das commodities.
As preocupações com o tráfego na região fizeram o petróleo voltar a superar os US$ 90 por barril em Londres. Com a relação cada vez mais estreita entre o petróleo e os óleos vegetais, em razão da produção de biodiesel, a soja acompanhou esse movimento de valorização.
Também contribuíram para a alta a expectativa de retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana e as preocupações com as temperaturas elevadas e a falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,33 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,39 por bushel, com valorização de 16,25 centavos de dólar, ou 1,32%.
Nos subprodutos, o farelo para agosto subiu US$ 4,90, ou 1,49%, para US$ 331,60 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto avançou 1,18 centavo de dólar, ou 1,58%, encerrando a 75,48 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0521 para venda e R$ 5,0501 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0501 e a máxima de R$ 5,0841.
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