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O seu aliado mais forte no controle da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA


Considerada a principal praga da atualidade na cultura do milho, a cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis, é responsável pela transmissão dos agentes causais dos enfezamentos. Embora os danos diretos decorrentes da alimentação desses insetos sejam relativamente pequenos, os prejuízos indiretos associados à disseminação das doenças podem alcançar 100% da produção, comprometendo a viabilidade da lavoura (Cota et al., 2021).

Foto: OLIVEIRA, Charles Martins de

Após a aquisição dos patógenos, existe um período latente de aproximadamente três a quatro semanas até que a cigarrinha se torne capaz de transmiti-los às plantas sadias. Nesse contexto, a incidência e a severidade dos enfezamentos são influenciadas por diversos fatores, como o nível de suscetibilidade do híbrido, a época de semeadura, sendo as semeaduras tardias mais favoráveis à doença, além das condições de temperatura, umidade e da população do inseto vetor (Costa; Casela; Cota, 2021).

Além disso, os danos causados pelos enfezamentos tendem a ser mais severos quanto mais precoce for a infecção das plantas. Entretanto, devido ao desenvolvimento lento dessas doenças, os sintomas normalmente se manifestam apenas em estádios mais avançados da cultura, dificultando sua identificação precoce, o que causa uma sensação de ausência de danos. Entre os principais sintomas observados destacam-se a redução do crescimento e do desenvolvimento das plantas, entrenós curtos, proliferação e malformação de espigas, presença de espigas improdutivas e enfraquecimento dos colmos, condição que favorece infecções fúngicas e aumenta a ocorrência de tombamento das plantas (Cota et al., 2021).

Figura 2. Á esquerda, plantas de milho com sintomas de enfezamento vermelho. Á direita, plantas de milho com sintoma de enfezamento pálido.
Fotos: Rodrigo Véras da Costa

Diante do elevado potencial de danos dos enfezamentos e da dificuldade de identificação precoce das doenças, o manejo do inseto vetor representa uma das estratégias mais eficiente para reduzir os impactos do enfezamento na cultura do milho.

Vale destacar que a cigarrinha pode estar presente antes mesmo da semeadura, hospedada em plantas voluntárias de milho. Contudo, existe um período crítico em que as medidas de manejo devem ser intensificadas, com destaque para o controle químico do inseto vetor. Entre os estádios VE e V5 do desenvolvimento do milho (podendo se estender até V8), a presença da cigarrinha, independentemente do nível populacional, justifica a adoção do controle químico por meio da aplicação de inseticidas. Nessa fase, é essencial posicionar produtos de maior eficácia, respeitando intervalos de aplicação, a fim de garantir maior eficiência no manejo da praga e reduzir o risco de transmissão dos enfezamentos.

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Figura 3. Período crítico de controla da cigarrinha-do-milho.

Embora pesquisas demonstrem que a suscetibilidade da cigarrinha-do-milho aos inseticidas possa variar conforme o ingrediente ativo utilizado e a população geográfica da praga, já existem relatos da evolução de resistência da cigarrinha a determinados grupos químicos (Machado et al., 2025). Diante desse cenário, torna-se necessário adotar estratégias de manejo que associem o posicionamento adequado de inseticidas a boas práticas agronômicas, visando não apenas o controle eficiente da praga, mas também o manejo da resistência a inseticidas.

Entre as principais estratégias recomendadas está a utilização de inseticidas de maior performance durante as fases críticas do desenvolvimento do milho, priorizando produtos que associem mais de um princípio ativo e/ou grupo químico em sua formulação. Além disso, a rotação de mecanismos de ação ao longo do programa fitossanitário da cultura é fundamental para reduzir a pressão de seleção sobre as populações da cigarrinha.

Entretanto, uma das principais limitações do manejo químico está na disponibilidade de inseticidas que conciliem ação de choque sobre as populações presentes com bom efeito residual para a supressão de novas infestações. Em muitos casos, essa limitação torna necessário adotar intervalos curtos de reaplicação, geralmente entre cinco e sete dias durante o período crítico da cultura, para garantir um controle efetivo da cigarrinha-do-milho (Agrofit, 2026).

Nesse contexto, ZEUS, desenvolvido pela IHARA, destaca-se por proporcionar ação rápida associada a efeito residual prolongado. Além de atuar por contato e ingestão, o inseticida apresenta ação translaminar e sistêmica, ampliando sua eficiência no controle da praga. Sua formulação combina dois grupos químicos de elevada eficácia, contribuindo tanto para o controle da cigarrinha quanto para o manejo da resistência quando inserido em um programa fitossanitário bem estruturado, consolidando-se como uma importante ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho.



Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 19/05/2026.

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COSTA, R. V.; CASELA, C. R.; COTA, L. V. DOENÇAS CAUSADAS POR MOLICURES E POR VÍRUS. Embrapa, Ageitec: Milho, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/pragas-e-doencas/doencas/doencas-causadas-por-molicutes-e-por-virus >, acesso em: 19/05/2026.

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 19/05/2026.

MACHADO, E. P. et al., UNRAVELING IMIDACLOPRID RESISTANCE IN Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae): INHERITANCE PATTERNS, CROSS-RESISTANCE AND STABILITY. Crop. Protection, 2025. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0261219425001486?via%3Dihub >, acesso em: 19/05/2026.

Foto de capa: Fabiano Bastos

Redação: Equipe Mais Soja.

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