A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 360,11 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada anterior, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas. O aumento representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas e reforça a expectativa de uma safra recorde para o país.
Em relação ao levantamento divulgado em junho, a previsão foi elevada em 1,48 milhão de toneladas, crescimento de 0,4%, segundo o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O avanço da produção é resultado, principalmente, da ampliação da área destinada ao cultivo de grãos, estimada em 83,54 milhões de hectares, alta de 2,2% em comparação com a safra anterior. A produtividade média das lavouras deve permanecer praticamente estável, em 4.311 quilos por hectare.
Entre as principais culturas, a soja é o maior destaque do levantamento. Com a colheita encerrada, a produção foi estimada em 180,57 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% em relação à safra passada. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 2,7% na área cultivada, aliado às condições climáticas favoráveis e ao uso de tecnologias que elevaram o desempenho das lavouras
A produção de milho, considerando as três safras, deve alcançar 141,73 milhões de toneladas, alta de 0,4% sobre o ciclo anterior. A primeira safra praticamente encerrou a colheita e registra crescimento de 18,7%, com produção estimada em 29,6 milhões de toneladas.
Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional do cereal, segue com a colheita em andamento, alcançando 38,9% da área cultivada, índice abaixo da média dos últimos cinco anos. Segundo a Conab, Mato Grosso teve condições climáticas favoráveis durante o ciclo, enquanto Goiás, Minas Gerais e Piauí foram impactados pelos veranicos registrados entre abril e maio. A expectativa é de uma produção de 109,43 milhões de toneladas, retração de 3,4% em relação à safra anterior.
Para a terceira safra de milho, a estimativa é de 2,7 milhões de toneladas, queda de 10%, influenciada pela redução das chuvas, principalmente em Sergipe e Alagoas.
No algodão, a produção de pluma deve atingir 4,06 milhões de toneladas, redução de 0,5% frente ao ciclo anterior. Apesar da menor área plantada, as boas condições climáticas proporcionaram ganho de produtividade, compensando parte da retração.
Já o arroz deve encerrar a safra com 11,09 milhões de toneladas, queda de 13,1%, reflexo da redução da área cultivada. O feijão também apresenta recuo, com produção estimada em 3,02 milhões de toneladas, baixa de 1,4%. Mesmo assim, a Conab afirma que o volume será suficiente para atender ao consumo interno.
Entre as culturas de inverno, o trigo registra a maior retração. A produção está estimada em 6,03 milhões de toneladas, redução de 23,5% em comparação ao ciclo anterior, resultado da diminuição da área plantada e da expectativa de menor produtividade nas lavouras.
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